sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

"Não é a morte, mas a vida é que não tem fronteiras"


Pra fechar o ano em dia com os filmes que estão no cinema (sem pretensão alguma de esgotar toda a lista), fui chorar muito ontem com "O Amor nos Tempos do Cólera". Queria ter lido o livro antes. Não deu.
A História é linda, e pra mim triste também, porque fala do amor de um homem que esperou 50 anos pela amada. Nessa vida, onde tudo é efêmero e não há entrega, foi emocionante ver e me sensibilizar com o amor de Florentino por Fermina, mesmo que tenha sido uma ficção que remonta ao início do século XIX.
Outra brasileira participa desse filme: Fernanda Montenegro. Ela está ótima, mesmo falando em inglês.
E falando nisso, minha crítica vai para o inglês como língua original do filme. Se é um filme adaptado do livro de um colombiano, que se passa em Cartagena, por que não fazer um filme falado em espanhol?? Fora que há uma mistura de sotaques, já que o elenco é formado pela protagonista italiana, pelo espanhol Javier Bardem, por uma brasileira e por colombianos. Soou muito estranho.
Nota 10 pra trilha que ganhou a voz da Shakira nas músicas que ela própria compôs! Lindas, por sinal.

Depois me dei conta que os dois últimos filmes que vi têm algo em comum: falam de homens intensos que amam profundamente e lutam pelo coração da amada. Um à moda antiga, manda cartas, toca violino embaixo da janela, ama platonicamente; o outro leva-a para uns dias no México, compra presentes, se desdobra para conquistar a amada, declama algumas estrofes, liga, liga de novo, tudo como deve ser nos nossos dias. O primeiro passa a viver em função do amor, fiel àquela paixão de jovem até os últimos dias de sua vida. O segundo parece que só começa a viver quando ela acaba. Quando a paixão torna-se em cicatriz, entranhada, que não desaparecerá nunca. Amores eternos. Que seja assim.
Coincidentemente, Catalina Sandino Moreno também está no elenco desse filme, dessa vez num papel secundário, sempre linda.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

"Meu coração é de ouro. O que você me daria por ele?"


UM AMOR JOVEM foi ótima pedida na última quarta-feira. Filme dirigido por Ethan Hawke, adaptação de um livro homônimo escrito por ele próprio, surpreendeu pela sensibilidade que trata assuntos sobre busca, paixão, sonhos, juventude.
Adorei Catalina Sandino Moreno, atriz colombiana, interpretando Sarah, uma garota recém chegada a NY em busca do seu destino. Jovem instável, porém apaixonada, cheia de sonhos, personalidade forte, ela traduziu muito bem toda complexidade que seu papel exige. Seu par romântico é William (Mark Webber), um jovem intenso, sua característica mais marcante. Também apaixonado, ele está louco para ser encontrado.
Essa história de amor se passa nos dias de hoje, numa super metrópole e trata de assuntos reais, de dúvidas, de traumas. Não há como não se identificar. E eu sigo acreditando e desejando que "Willians" existam e que saibam compreender as "Saras" de suas vidas. Assistam e entendam.

* Apesar de ter lido algumas críticas negativas sobre as roupas que Sarah usa, eu adorei o figurino autêntico dela! É uma mistura do urbano com tendências e cores latinas. Lindo!

** Não poderia deixar de falar da participação de Sônia Braga, que faz o papel de mãe da Sarah. É sempre bom ver nossos brasileiros se destacando lá fora, mesmo que sua atuação não tenha sido das melhores.

*** Ah! e a trilha...perfeita!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Poema de Natal

(Vinícius de Moraes)

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

feel free


Há momentos em que o Gudan é meu melhor amigo...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

o valor de uma boa conversa...


Laris,

Este post é uma homenagem à nossa conversa de ontem. E, por mais voltas que esse mundo dê, espero que a gente arrume sempre um jeito de se encontrar, seja aqui ou em qualquer lugar. Mas quanto a isso estou tranquila, porque bastou aquele encontro no bus stop pra você entrar na minha vida e criar raízes. Mesmo depois de alguns desentendimentos, né, e é aí que a gente vê que a amizade é mais forte. Não some, tá?

Epitáfio

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Maresias


Meu inferno astral deste ano passou despercebido. Eu que estava preocupada com a possibilidade de intensas oscilações psíquicas, afinal não há melhor período para se dar conta de que o tempo não pára e de que a idade é implacável, fui surpreendida por mim mesma. Ao contrário do ano passado, prostrada pela chegada de "tenra" idade, resolvi este ano comemorar meu aniversário de verdade com os amigos, os que estavam próximos, e acabei despendendo os dias que antecederam ao meu dia pensando no melhor local para a bebemoração. Não houve inferno astral. Não houve crise. Sentia-me leve. Despreocupada, e feliz. Atribuo ao Kleuton parte do meu entusiasmo, porque ele tem sido meu grande incentivador nos últimos tempos, quem me alerta sobre a importância do encontro humano, da aceitação e interação com o novo.
Chega de blablablá. Vamos aos fatos.
A comemoração começou um pouco antes, no feriado de 02 de nov. Fiz o que mais amo ultimamente: voei pra casa (entenda-se Santos), e o tumulto do aeroporto, vôo atrasado, desembarque em Guarulhos, tudo isso só não me desanimou porque o findi prometia ser muito bom. Consegui chegar de madrugada. Dormi pouco. Tinha poucas horas pra aproveitar com mamis, Dado e Nino antes de pegar a estrada rumo a Maresias. Era sexta-feira. Almoçamos no Canal 4 Restaurante, que eu recomendo demais, tanto pelo ambiente quanto pela comida. Saímos de lá, peguei a mala, uns CDs e fui em direção à Rio-Santos, como nos velhos tempos, como quem está descobrindo a liberdade, as coisas boas da vida, os encantos do nosso litoral norte.
Bom, como era aniversário da Guta, e ela e a Clô estavam em Juqueí, não foi nenhum sacrifício passar por lá logo na ida, tomar uma caipirinha, comer brigadeiro e curtir essas duas de quem eu tanto gosto.
Mesmo que tenha sido por apenas uma horinha, afinal a Nathália me esperava com a Dani, a Roberta e a Mari para começarmos nosso findi.
Segui, então pra Marê, depois de tanto tempo sem ver aquele mar, sem passar no Rochinha, na padaria, no canto do Moreira, ai! quantas lembranças!!! Só não foi perfeito porque o sol resolveu nos abandonar, mas ainda assim nos divertimos muuiiito!
Dessa vez ficamos na Katmandu, pousada muito boa, barata, na rua do Sirena, oferece café-da-manhã e tem estacionamento.
Os nossos "esquentas" eram super animados, graças ao i-pod da Mari (e de muita vodka com suco de uva, lógico!).
Aliás, chego à conclusão de que a Mari é fundamental em qualquer viagem, porque o que seria da gente sem o eclético i-pod dela e os muffins maravilhosos pra volta da balada?!
E eu estava animadíssima. Em parte por causa do esquenta, e também da catuaba, mas mais ainda porque as idas ao litoral norte já não são tão freqüentes, o que me fez querer aproveitar cada minuto ao máximo! E no quesito animação, a Robs tirou nota dez também! Grande companheira de balada (e de viagem também)! Até a Nates me surpreendeu, parecia a mais feliz da balada! Ela e a Dani se deram suuuper bem!


Ah! Só pra esclarecer: a balada foi sexta e sábado no Sirena, que já não é mais como era antigamente, mas o Dalla'nese continua arrasando!


Meninas, valeu demais!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Buemba no Píer, é mole?!

E pela segunda vez fui salva porque a bomba não explodiu! Aliás, estou até agora sem saber se as malas deixadas no Friday's tinham bombas de verdade, ou se o Esquadrão de Bombas, ao abrí-las, se deparou com um par de roupas surradas, um despertador velho e um código a ser decifrado. Explico:
Decidi, de última hora, almoçar com uns amigos do trabalho. Eu ia ficar lá no Ministério mesmo, porque tinha que terminar uma prova da pós, a última!, e não dava mais pra ficar fugindo. Mas aí as meninas me chamaram, e eu, que detesto comer sozinha, nem relutei. Aí, foi só a gente descer pra começar a cair aquela chuva! Foi um primeiro sinal de que não devia sair de onde eu estava. Tudo bem, não ia deixar o temporal estragar nosso programinha, que pra mim significaria também procrastinar.
Chegamos no Píer, mas não pudemos entrar no Friday's, como planejado. Outro sinal! É que estavam expulsando as pessoas de lá, pois havia ameaça de bomba no restaurante. Bomba?? No Píer?? Foi difícil acreditar, sério, mas o carro do Esquadrão de Bombas do BOPE não era de mentira! Fomos, então, pro restaurante do lado, onde parecia tudo muito normal. E de lá não saímos mais, porque depois de um tempão é que resolveram isolar o local e proibir o trânsito dos infelizes que resolveram almoçar lá bem nesse dia.
Sabe, foi PATÉTICO! Primeiro porque trancaram todo mundo no restaurante, em vez de isolarem o local, como se os vidros e as portas fossem blindados. Depois, o homem anti-bomba, com aquela roupa ridícula, removendo as duas malas supostamente explosivas, tomando todo o cuidado possível, e a 10 metros dele vários curiosos prestando a maior atenção, inclusive eu do lado de cá das janelas de vidro, torcendo pra que ele estivesse fazendo algum ato de heroísmo mesmo, mas torcendo também pra bomba explodir quando ele já estivesse bem longe. Cadê a segurança, galera?? E o pior é que todo mundo estava rindo, tirando foto com os celulares, como se tudo aquilo fosse uma simulação do BOPE. E se fosse verdade? E se realmente havia uma bomba naquela mala?
Agora a piada pronta: sabe onde eles foram desarmar a bomba?? No estacionamento! AHAHAHA
Tentei até me sentir em Londres ou em NY, mas foi difícil. O despreparo dos nossos pra lidar com uma situação dessas não permitiu. Ainda bem , né, pelo menos esse problema a gente não tem! Eu acabei entrando na onda e tirei umas fotos também, inclusive das malas que passaram do meu ladinho! Mas o celular não era meu, então fiquei sem fotos. Mas convenhamos, o importante era registrar o momento!

Outra:
Alguém pode responder a minha dúvida, por favor! Que criatura nesse mundo pensa em explodir o Píer (pra quem não conhece é um lugar onde tem Cinemark e muita criança), que não simboliza nada, nehuma religião, nenhum partido, nada! O terrrorista podia, ao menos, escolher um lugar que causasse impacto, por exemplo, o Congresso. E ainda viraria um herói nacional!

*A primeira vez que senti de perto a ameaça de uma bomba foi num metrô em Londres, em 93, na minha primeira ida àquela cidade. O "leave the station" que soava dos alto-falantes ficou gravado na minha memória. Foi uma correria total. Aquela sim, teria sido morte glamurosa!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Tropa de Elite

Fui assistir ao Tropa de Elite ontem, finalmente, e só então pude entender por que o Cap. Nascimento virou herói no Brasil. Porque ele representa a luta pela ética dentro de um sistema degradado e corrupto. Ele representa a revolta do brasileiro diante de instituições falidas, de muita bandidagem e de representantes sacanas, corrompidos. Um dos melhores filmes dos últimos tempos. Um choque de realidade, sem clichês. A narração do Wagner Moura, o Cap. Nascimento, está fantástica. O filme era, inicialmente, um documentário, ou seja, baseado em fatos reais, o que me causou profunda desesperança com relação à PM em geral. Ao mesmo tempo, senti orgulho do BOPE, incorruptível. Sentimentos contraditórios, como o nosso país.
E, "passeando" pela internet, no blog www.resistindo.com.br, um post fantástico e inteligente sobre o Cap. Nascimento, com o título "Se o Capitão Nascimento fosse político":

Não existiria mais votação no Conselho de Ética. Ele simplesmente bateria na cara do deputado e gritaria: "Pede pra sair!"

O Palocci antes de renunciar teria ouvido que "o lugar dele é com puta, o lugar dele é com cafetão!"

Se um parlamentar fosse renunciar pra escapar da cassação ele teria antes que subir na tribuna e dizer alto "eu desisto!" pra todo mundo saber que ele é um fraco. E todos os colegas gritariam pra ele: "Seu merdaaaa!"


O Cap. Nascimento virou herói porque ele diz o que todo mundo tem vontade de dizer...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Un cumpleaños más

“Guapa es la historia de quien no se da por vencido en el maravilloso viaje de encontrarse a uno mismo, es la historia de quien hace del tiempo un aliado sigiloso que, cada mañana y frente al espejo del alma, le hará sentirse cada vez un poco más guapa”
(La Oreja de Van Gogh)

domingo, 7 de outubro de 2007

Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.

domingo, 30 de setembro de 2007

lui, chef; moi, gourmet

Como é bom ter um chef em casa!

E olha só o resultado: salmão ao molho pesto, acompanhado de talharim ao funghi e espinafre...Melhor que qualquer restaurante. Também, pudera!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

filtro solar


Hoje bateu aquela nostalgia. O desejo íntimo de me nutrir de poesia, de buscar significado nas coisas que sucedem, de encontrar palavras que preencham a ausência assimilada e sirvam como combustível para suportar a rotina.
Fui aos meus cd's procurar algum que me confortasse e me deparei com o "Filtro Solar". A primeira faixa do cd, "Everybody's free (to feel good)", é perfeita como fundo para o texto gravado pelo Pedro Bial, texto bom pra ser ouvido e relido a qualquer hora. Nem preciso dizer que coloquei o cd no carro e por uns 15 minutos a caminho do trabalho consegui me abstrair de todos os pesares... Taí:

Filtro Solar - Pedro Bial
Tim Cox - Nigel Swatson

Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência,
Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos,
E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia,
Quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente.
E como você realmente estava com tudo em cima,
Você não está gordo ou gorda...

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem advir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada,
E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.

Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.

Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você,
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo,
É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele,
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio

Brother and Sister
Together we'll make it trough
Someday a spirit will take you
And guide you there
I know you've be hurting
But I've been waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out
Whenever I can

Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.

Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.


Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
E as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!!
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.


BOM FINDI!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

CFW II


Apesar do calor que fazia dentro da sala 1 do Centro de Convenções, o desfile da Ortiga foi super bom. Gostei muito das roupas, mesmo ciente de que precisaria de uns 10 kilos a menos pra ficar bem em qualquer daqueles vestidos. E malhar muito minhas lindas perninhas porque a coleção está toda curtésima!
A estrela da noite na passarela foi uma atriz global linda linda, cujo nome não sei, mas como me disse a Fê, namora o marido da outra na novela "Paraíso Tropical".
Sandra Senamo é o nome da estilista, que contou com os sapatos da Schutz criados especialmente para sua coleção "Diamantes".
Mas gostei mesmo dos cabelos produzidos por um bã bã bã daqui de Brasília, o Hélio, que fez um penteado retrô nas modelos.
E ainda, no hall de entrada, havia alguns estandes de grifes locais, com decoração bem legal. O que mais me chamou atenção foi o estande da Apoena, muito bem decorado, bom gosto mesmo, onde tocava lounge, que eu nem gosto não (quem já foi lá em casa é que sabe)...
A Fernanda foi ótima companhia. Durante a espera do desfile, pudemos colocar o papo em dia, dar muitas risadas e ainda, de final, me acompanhou num crepe do café que tinha por lá.
Fê, não dá uma de doida não, hein!!!! Sexta tem mais...

CFW



Pois é, ganhei dois convites para o Capital Fashion Week e estou louca pra conferir o que vai rolar hoje, a partir das 18:30h, no Centro de Convenções. Particularmente, a moda de Brasília não me agrada nem um pouco, e isso foi uma das coisas que me chamou à atenção desde que cheguei aqui. Sair pra comprar roupa ou sapato em Brasília é terrível. Só se for nas lojas mais conhecidas mesmo, aquelas que vendem nos shoppings de todo o Brasil, que todo mundo conhece. Mas isso tem uma vantagem: acabo não torrando meu salário com futilidades.
Quanta falácia!!! É, porque nos momentos de TPM, e garanto que a minha é crônica, nada como fazer umas comprinhas. Já que não consigo me enterrar nas roupas, parto para outros gastos, porque é muito bom gastar quando tudo dá errado! Resultado: ataco as comidas, e lá se vai todo meu dinheirinho...Porque comer bem é outro prazer que me diverte.
Voltando à CFW, esta será a 3ª edição do evento. Cisma brasiliense de entrar para o circuito fashion. Não estou muito confiante quanto ao que verei nas passarelas, porque juro que tenho andado muito pelas lojas daqui e o que vejo são vitrines horríveis! Tá, serei crucificada por alguns que lerem este post, mas não tenho culpa se o que vejo é feio. É a minha opinião.
Apesar de tudo, estou curiosa pra assistir aos desfiles e torcendo pra mudar de opinião quanto à moda de Brasília. Eu sei que tem muita gente competente aqui, que trabalha para pôr em evidência o que a cidade tem de melhor. E chega de ser negativa, a verdade é que esta terra é promissora, abriga gente de todos os cantos do país, além dos vários que vêm de fora, e por isso mesmo, por essa miscelânea cultural, pela riqueza de visões e pontos de vista diversos é que a cidade tem tudo pra dar certo, digo, pra deixar de ser cenário de escândalos e falcatruas e tornar-se palco de tendências do mundo da moda e de eventos culturais.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

terapia



Terapia faz um bem danado! É uma maneira de tentar entender um pouco essa vida louca da gente, as situações que se apresentam na nossa frente e o porquê das escolhas que fazemos. É, acima de tudo, auto-conhecimento ou, pelo menos, a busca do entendimento.
Costumo fazer terapia sempre. Mais do que um costume, já virou necessidade. Uma longa conversa com uma amiga, uma caminhada no final de semana, dirigir ouvindo música alta, fazer umas comprinhas, assistir a um bom filme, muitas vezes ficar em casa escrevendo no blog, são todas maneiras que me levam à terapia. Desde o mês passado, acrescentei mais um tipo de terapia à minha vida: as sessões das quintas-feiras. Espero a semana toda pela quinta, ansiosa, louca pra encontrar, no meio de tudo que falamos, a resposta para minhas dúvidas. E há sempre um ponto de vista diferente, às vezes uma única palavra, no meio de tantas, que traz a lucidez total. A sessão é o momento de se desarmar. De se despir de idéias pré concebidas, se aprontar para absorver o novo e digerir, pouco a pouco, as palavras do Kleuton.
Só sei que é bom, muito bom renascer toda semana.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

domingo, 19 de agosto de 2007

Pinacoteca com Clarice

Saudade, 1899, Almeida Jr.

Foi num domingo. Há exatamente duas semanas. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã na Benjamin Abrahão, em Higienópolis, que padaria! Tudo bem que café da manhã em padaria é sempre muito bom, mas nessa foi um espetáculo! Aí eu abusei mesmo. Pedi logo um croissant com manteiga e geléia e o insubstituível café com leite. Mesmo porque o dia prometia ser longo, possibilitando queima total de calorias (tá bom, o meu circuito gastronômico em Sampa não me permitiu queimar todas as calorias que eu precisava...).

A Nathália se superou: o croissant dela era de queijo e presunto! Àquela hora, mesmo com o tempo nublado e um frio danado, a padaria estava bombando.
Sempre a pé, observando cada detalhe da cidade (sentia-me a própria turista, só faltou o guia), seguimos para o shopping, onde a Raca ia nos buscar. Eu olhava São Paulo com olhos diferentes e não queria deixar de registrar cada momento, cada lugar. Talvez tenha sido a forma que encontrei de guardar aqueles momentos que foram tão especiais. Afinal, eu sabia que teria que voltar à realidade, e minha realidade não é mais lá.
Aí, nós três, numa euforia total, porque não é sempre que se tem um domingo inteiro pra curtir com gente que a gente ama, fomos para a Pinacoteca, linda Pinacoteca! A Ra me apresentou pro Almeida Júnior, artista brasileiro da segunda metade do século XIX, considerado precursor dos modernistas. Aliás, essa pintura dele, "Saudade", foi pra mim a mais expressiva de todas, parecia que ela ia levantar o olhar e sair andando. Amei.

Depois, uma passadinha no café e umas fotos no jardim, que só por ele já teria valido a pena.
Só foi atravessar a rua e lá estávamos, no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, onde finalmente eu iria realizar um desejo tão esperado: visitar a exposição da Clarice Lispector. Foi excelente, as meninas também adoraram e saímos de lá com vontade de mais Clarice.
Gastamos metade do dia nesse passeio, e foi surpreendentemente muito barato. Em cada um dos museus pagamos R$ 2,00 a meia entrada, o que não foi nada perto do que nos proporcionou.
Quando terminamos de ver tudo, já se ouviam os estômagos roncando. Beleza. Lugar pra comer é o que realmente não falta em SP. Como o cafezinho da Cultura, no Conjunto Nacional, seria parada obrigatória depois do almoço, optamos pelo Rascal, ali nos Jardins mesmo, perto do Conjunto. Ótima escolha, apesar da fila (em SP, pra tudo tem fila!) que tivemos que enfrentar.

E por falar em Cultura, nossa!!! Fantástica! Pena que estava super lotada e que a gente tinha pressa. Mas ainda assim, deu pra tomar o bendito café com um pedaço de bolo de chocolate. E já era tarde, essas calorias não deu pra queimar...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Allez Allez


Semana passada estava em São Paulo. Foram 7 dias fantásticos que me fizeram esquecer de todos os problemas e do martírio de viver em Brasília - tudo o que eu precisava.
Saí daqui apenas com alguns planos para a semana, alguns nomes de restaurantes e cafés e a certeza de que o domingo seria reservado para Clarice Lispector que estava no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz (a ela, dedicarei um post à parte em breve). As expectativas foram todas superadas. Os programas não poderiam ter sido melhores. E as companhias...fizeram toda a diferença!
Acho que desci no Vergonhas, digo Congonhas, com o pé direito mesmo, porque deu tudo muito certo. Dessa vez foram apenas encontros.

Combinamos que, na quinta-feira, nos encontraríamos de novo para continuar a conversa iniciada na segunda. Queríamos um restaurante que fosse descolado, um lugarzinho convidativo, onde desse pra gente bater-papo e reviver os pelo menos 15 anos de amizade. Juro que essa noite daria um ótimo capítulo de "Sex and the City"!!!
A Júli passou lá em casa, pegamos a Thamy e seguimos pra Vila Madalena. Por sugestão da Júli, dentre as várias outras opções, escolhemos o Allez Allez que já tinha sido bem recomendado, cuja cozinha é comandada pelo Luis Emanuel, um chef revelação da Veja São Paulo. Acertamos em cheio! Os pratos - as três pediram peixe, mas não me recordo exatamente os nomes - estavam divinos, tudo regado a um bom vinho Syrah, escolhido cuidadosamente pela sommelier da mesa. Depois veio a sobremesa. Crème brulée, delicioso! E o vinho de sobremesa. E mais meia garrafa de um Carmenere, se não me engano. E muitas risadas!
Até que, depois de uma passadinha no loo, um encontro inesperado com o chef em pessoa, que deu muito o que falar e transformou o resto da noite.
Depois de nos apresentar pra cada cantinho do Allez Allez, o chef nos levou pra conhecer o Le Petit Trou, em Pinheiros, outro restaurante que ele comanda, que já corre risco de ser cenário do nosso próximo capítulo de Sex and the City em São Paulo. O lugar é charmosérrimo, a decoração impecável! Ficamos no andar de cima, uma sala de estar super aconchegante, ouvindo Serge Gainsbourg, tomando Sidra e curtindo cada minuto que a noite tinha reservado pra gente. Chegaram uns portugueses, depois um pernambucano, e até um sul-africano. E as três se olhavam e entendiam que aquela noite era delas, que apesar do tempo decorrido, quando as pessoas se identificam e há sintonia entre elas, tudo flui. Comprovei, mais uma vez, que amigas são raras e essenciais na vida da gente, e quero preservá-las do meu lado, sempre.Fechamos a noite numa disco underground, lá na Vila mesmo. Já era de madrugada e eu teria que trabalhar no dia seguinte. Mas não podia abrir mão de nada do que a noite estava oferecendo. Porque o encontro humano é tão raro, que quando acontece não pode ser desperdiçado.

"E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará." (Artur da Távola)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bistrô do CCBB Brasília


Paulo Coelho, no livro Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei, diz que todos os dias temos a oportunidade de fazer o dia valer a pena, o que ele chama de instante mágico. É aquele momento em que nos é dada a possibilidade de transformar mera rotina em um dia especial, de transformar um acontecimento sem importância em um momento de alegria.

É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem - e será igual a amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico.
Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.
A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.
Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo:
“O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida.”
Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.
Hoje eu tive um instante mágico. Eu costumo almoçar por aqui mesmo, no trabalho, mas quando vi que haveria um concerto de música russa no CCBB hoje às 13h, resolvi fazer diferente e fui até lá. A princípio, relutei (o-deio comer sozinha), mas nunca perco uma oportunidade de desfrutar de minha própria companhia, de um momento de introspecção. Como saí tarde daqui, não tive tempo de comer nada antes de ir, contando que encontraria um café onde pudesse enganar a fome.
Quando cheguei, as portas já estavam fechadas. Claro, passava das 13:30h, e mesmo insistindo, não me deixaram entrar. Por um momento, senti-me frustrada. Teria perdido a hora do almoço em vão??
Foi quando caminhei pelo hall do CCBB e avistei um bistrô, algumas mesas, ouvi barulho de talheres e também, ao longe, uma música ambiente que compunha o cenário perfeito para quem queria desanuviar um pouco. Então pensei que, ao menos, mataria a fome num lugar inusitado. Mas logo em seguida, percebi que estava frente a frente ao meu instante mágico. À minha direita, uma vista do Lago e da ponte JK, que eu acho particularmente linda, e um jardim belíssimo, atualmente expondo obras do escultor uruguaio Pablo Atchugarry. Do outro lado mais jardins. Pra completar, o céu azul e sem nenhuma nuvem me presenteava com um dia esplendoroso.
Naquele instante, senti uma felicidade tão grande, uma clareza total, que me deu força pra suportar o resto do dia com muita leveza, já esquecida há tempos. Não deixaria que nada, nada me abalasse até o fim do dia, quando retornaria ao 241 do sudoeste, o único lugar em Brasília onde me sinto em casa. E assim foi.
Voltando ao bistrô, chama-se Bistrô Bom Demais. Comandado pelo chef paulista de Jundiaí, Fábio Taveira.