quinta-feira, 30 de julho de 2009

Diversity is power!






Ontem teve uma recepção na Prefeitura para os alunos da Academia, com discurso do Vice-Prefeito, some drinks e comidinhas. Foi legal. Depois de algumas taças de vinho, a galera ficou mais sociável. Aí, foi todo mundo pra praia, porque na orla tem uns bares e restaurantes que ficam abertos até mais tarde. Achei linda a praia, mas nada muito animado. Acabei nem entrando no bar escolhido - falaram que toca música de formatura, imaginem! - porque já era tarde - 23h é muito tarde aqui, acreditem - e ainda tinha que pegar ônibus de volta pra casa.

** Nas fotos: o discurso do Vice na recepção; Diana, eu, Inez e Evelyn; galera indo pra praia; eu, desacreditada porque já eram mais de 22h e ainda estava claro.

Para alguém especial



"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval" (VM)

Bastou um único olhar, e então tive certeza de que o havia encontrado. Não sabia quem era, de onde vinha, e ainda assim foi inevitável. Paixão à primeira vista. Que virou amor. Que às vezes fere, mas encanta.
E acho que a distância deixa a gente assim, sensível, poética, pensativa. Capaz de ver o amor em tudo, até numa placa de rua, se a placa sugere o nome dele. Isso é saudade! É a falta que sinto de você, Alê, de cada instante do seu lado. Vou repetir o que te disse ontem: depois que você entrou na minha vida, nada mais tem graça se não está comigo. Simples assim.
Vem logo. Estou te esperando. E não vou te largar mais!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mauritshuis Museum


Moça com Brinco de Pérola, Johannes Vermeer

Essa é de verdade. Eu vi!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Memories for life


The Peace Palace


Sinto-me exausta, e meus dias de Europa estão apenas começando. Pra ser sincera, ainda não me recuperei da viagem, além de que esses 3 dias desde que cheguei têm sido bem agitados. A começar pelo tanto de informação com que me deparo a todo instante. Só aqui em casa, somos 7 nacionalidades diferentes. No café da manhã e no jantar, quando estamos à mesa, é um falatório total! Dá de tudo, ingles, frances, espanhol, umas ensinando, outras aprendendo, sem falar no intercambio cultural que é o que mais me fascina.
Em seguida, partimos juntas para a Academia, e é lá onde se pode encontrar um pouco de cada continente. São várias cores, estaturas, estilos, línguas e maneiras que confundem e despertam interesse. Como se já não bastasse, ainda tenho que prestar atenção redobrada nas aulas, em inglês, o que cansa demais.
E as atividades não páram. Hoje, por exemplo, fizemos uma visita guiada pelo Peace Palace.
The Peace Palace é o lugar onde está estabelecida a Corte Internacional de Justiça, a Corte Permanente de Arbitragem, a Academia de Direito Internacional de Haia e a maior biblioteca de Direito Internacional do mundo. O lugar é lindo, como tudo por aqui, e grandioso, como a idéia de paz mundial.
A última palestra de hj, de um juiz americano da Corte, terminou às 16h. Eu e mais dois novos amigos resolvemos dar uma volta no centro. Não tínhamos muito tempo, porque as lojas aqui fecham às 17h, mas deu pra ver que a cidade é realmente linda e talvez 3 semanas seja pouco tempo pra desfrutar tudo que ela oferece. Falta muita coisa: os museus, a praia, as cidades vizinhas e a night. Fora os compromissos da Academia. Amanhã, muito chique, recepção na residência do prefeito. Se eu aguentar, porque o ritmo aqui tá puxado!
E ficam pra amanhã também algumas fotos, porque esqueci minha câmera hoje.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Haia



Enfim, férias! E quem diria que o lugar da vez seria Holanda, ou melhor, Den Haag? Pois é, curso de verão na International Court of Justice somente aqui. Imperdível pra quem gosta de Direito Internacional Público!
Cheguei ontem, domingo, e vim direto pra host family. As primeiras impressões são as melhores possíveis. A começar pela casa onde estou hospedada, um charme. E ainda tenho um quarto só pra mim, no sótão. Com direito a WiFi, café da manhã e roupa lavada nos finais de semana. E ainda tem ducha!!! Ufa, acho que dessa vez não terei de mudar de casa.
Dei sorte também com as "mates". Duas mexicanas, uma da Bulgária, uma do Congo e outra do Benin. Estou até arranhando um frances - tosco - com as africanas.
Ainda não deu tempo de passear pela cidade, porque as aulas já começaram e duraram o dia inteiro. A única saída fora a Academia foi a ida ao supermercado comprar comidinhas, porque o negócio aqui é economizar para os finais de semana. E já fiquei deslumbrada com a beleza da cidade!
Nas fotos, o primeiro dia de aula. 350 estudantes de 19 nacionalidades diferentes na fila para ter acesso ao Peace Palace. E minhas mais novas amigas inseparáveis.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Melhores Momentos


Abandonei, por um tempo, este blog. Não que estivesse cansada de escrever, ou não tivesse assunto. Ao contrário. Tantas mudanças, tantas coisas aconteceram desde que me mudei para São Paulo - agora um pouco mais de um ano - que resolvi viver de fato, e acabei deixando o mundo virtual de lado. Mas, sinceramente, desde então, a vontade de exprimir todos esses momentos relevantes neste blog me persegue, me inquieta.
Certa de que já é inviável transcrever tudo o que passei nesse um ano, postarei algumas fotos que traduzirão breves momentos, os melhores, os mais marcantes, só para deixar registrado.
E, prometo, serei mais frequente!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Transcrevo, abaixo, crônica que fez meus miolos efervescerem, pensando (mais ainda) na minha vida de todo dia...

13.06.09
Sub Solo 1

por Antonio Prata, Seção: Crônica do Guia 02:58:17.

“Mundo, mundo, vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não uma solução”.Os versos de Drummond me desabaram na cabeça assim que saí do elevador no andar errado, num prédio da Berrini, e dei com um piso inteiro de restaurantes; uma praça de alimentação submersa em toneladas de concreto, no centro empresarial de São Paulo.

Então assim é o mundo – pensei -, é aqui que estão as pessoas normais. As pessoas que têm emprego, FGTS, crachás, férias remuneradas, chefes que admiram e/ou detestam, colegas com quem competem e se comprazem, horário de almoço e happy hour, todo mundo, enfim, que sai de casa toda manhã para trabalhar num escritório, em vez de caminhar, só, em direção a uma edícula, no fundo do quintal.

Eu leio sobre o mundo com frequência, nos jornais. De vez em quando, leio livros sobre o mundo. Pensando bem, estudei o mundo por cinco anos, na faculdade de ciências sociais, mas raramente vou até ele, e precisei do choque daquela praça de alimentação submersa para dar-me conta de quão distante nós estávamos – eu e o mundo. Para um escritor, poucas constatações podem ser mais trágicas.

Posso me acabar de ler Shakespeare, Dostoievski, Kafka e Goethe, mas os verdadeiros Macbeths, Ivans Karamazovs, Gregors Sansas e Faustos estão entre as máquinas de café e os scanners, tiram fotinhos na portaria e alimentam as catracas com seus crachás; nos vinte andares acima daquelas bandejas, todo dia, sonhos medram ou murcham, homens competem, traem, fofocas são discretamente difundidas, alguém entregará o que tem de mais precioso em nome de uma causa; a glória e o fiasco espocam, das oito da manhã às seis da tarde. Como posso querer ser um escritor se só trato com o Ser Humano por e-mail? Se só o vejo amistoso e calmo, no cinema ou num restaurante, no fim de semana?

Voltei ao elevador decidido a raspar essa barbicha calculadamente desleixada - meu crachá de escritor, que pretende dizer, ingenuamente, “não faço parte do mundo” - e arrumar um emprego na Berrini. Pode ser de quinto auxiliar de almoxarifado ou sub-analista de cafezinho, não importa. Só preciso ter acesso ao coração do mundo. Uma vez ali dentro, ouvirei as moças falando mal do chefe na fila do Subway, descobrirei o que planejam os jovens de terno na mesa do Súbito, verei a felicidade do garoto do interior que acabou de ser contratado e o ódio de seu vizinho de baia, que não foi. Depois, e só depois, poderei voltar para minha edícula e tentar escrever algo que preste. Algo que, um dia, espero, chegue aos pés do último verso do poema de Drummond: “Mundo, mundo, vasto mundo, mais vasto é meu coração”.