
Pra fechar o ano em dia com os filmes que estão no cinema (sem pretensão alguma de esgotar toda a lista), fui chorar muito ontem com "O Amor nos Tempos do Cólera". Queria ter lido o livro antes. Não deu.
A História é linda, e pra mim triste também, porque fala do amor de um homem que esperou 50 anos pela amada. Nessa vida, onde tudo é efêmero e não há entrega, foi emocionante ver e me sensibilizar com o amor de Florentino por Fermina, mesmo que tenha sido uma ficção que remonta ao início do século XIX.
Outra brasileira participa desse filme: Fernanda Montenegro. Ela está ótima, mesmo falando em inglês.
E falando nisso, minha crítica vai para o inglês como língua original do filme. Se é um filme adaptado do livro de um colombiano, que se passa em Cartagena, por que não fazer um filme falado em espanhol?? Fora que há uma mistura de sotaques, já que o elenco é formado pela protagonista italiana, pelo espanhol Javier Bardem, por uma brasileira e por colombianos. Soou muito estranho.
Nota 10 pra trilha que ganhou a voz da Shakira nas músicas que ela própria compôs! Lindas, por sinal.
Depois me dei conta que os dois últimos filmes que vi têm algo em comum: falam de homens intensos que amam profundamente e lutam pelo coração da amada. Um à moda antiga, manda cartas, toca violino embaixo da janela, ama platonicamente; o outro leva-a para uns dias no México, compra presentes, se desdobra para conquistar a amada, declama algumas estrofes, liga, liga de novo, tudo como deve ser nos nossos dias. O primeiro passa a viver em função do amor, fiel àquela paixão de jovem até os últimos dias de sua vida. O segundo parece que só começa a viver quando ela acaba. Quando a paixão torna-se em cicatriz, entranhada, que não desaparecerá nunca. Amores eternos. Que seja assim.
Coincidentemente, Catalina Sandino Moreno também está no elenco desse filme, dessa vez num papel secundário, sempre linda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário