
Semana passada estava em São Paulo. Foram 7 dias fantásticos que me fizeram esquecer de todos os problemas e do martírio de viver em Brasília - tudo o que eu precisava.
Saí daqui apenas com alguns planos para a semana, alguns nomes de restaurantes e cafés e a certeza de que o domingo seria reservado para Clarice Lispector que estava no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz (a ela, dedicarei um post à parte em breve). As expectativas foram todas superadas. Os programas não poderiam ter sido melhores. E as companhias...fizeram toda a diferença!
Acho que desci no Vergonhas, digo Congonhas, com o pé direito mesmo, porque deu tudo muito certo. Dessa vez foram apenas encontros.
Combinamos que, na quinta-feira, nos encontraríamos de novo para continuar a conversa iniciada na segunda. Queríamos um restaurante que fosse descolado, um lugarzinho convidativo, onde desse pra gente bater-papo e reviver os pelo menos 15 anos de amizade. Juro que essa noite daria um ótimo capítulo de "Sex and the City"!!!
A Júli passou lá em casa, pegamos a Thamy e seguimos pra Vila Madalena. Por sugestão da Júli, dentre as várias outras opções, escolhemos o Allez Allez que já tinha sido bem recomendado, cuja cozinha é comandada pelo Luis Emanuel, um chef revelação da Veja São Paulo. Acertamos em cheio! Os pratos - as três pediram peixe, mas não me recordo exatamente os nomes - estavam divinos, tudo regado a um bom vinho Syrah, escolhido cuidadosamente pela sommelier da mesa. Depois veio a sobremesa. Crème brulée, delicioso! E o vinho de sobremesa. E mais meia garrafa de um Carmenere, se não me engano. E muitas risadas!
Até que, depois de uma passadinha no loo, um encontro inesperado com o chef em pessoa, que deu muito o que falar e transformou o resto da noite.
Depois de nos apresentar pra cada cantinho do Allez Allez, o chef nos levou pra conhecer o Le Petit Trou, em Pinheiros, outro restaurante que ele comanda, que já corre risco de ser cenário do nosso próximo capítulo de Sex and the City em São Paulo.
O lugar é charmosérrimo, a decoração impecável! Ficamos no andar de cima, uma sala de estar super aconchegante, ouvindo Serge Gainsbourg, tomando Sidra e curtindo cada minuto que a noite tinha reservado pra gente. Chegaram uns portugueses, depois um pernambucano, e até um sul-africano. E as três se olhavam e entendiam que aquela noite era delas, que apesar do tempo decorrido, quando as pessoas se identificam e há sintonia entre elas, tudo flui. Comprovei, mais uma vez, que amigas são raras e essenciais na vida da gente, e quero preservá-las do meu lado, sempre.Fechamos a noite numa disco underground, lá na Vila mesmo. Já era de madrugada e eu teria que trabalhar no dia seguinte. Mas não podia abrir mão de nada do que a noite estava oferecendo. Porque o encontro humano é tão raro, que quando acontece não pode ser desperdiçado."E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará." (Artur da Távola)
Um comentário:
adorei o comentário da noite... vim aqui para lê-lo, especialmente, mas curti muito seu blog... eu estou com muita vontande, mais muita vontade mesmo de deletar o meu e começar um novo... depois te conto!!!
saudades sempre!!!
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