Saudade, 1899, Almeida Jr.Foi num domingo. Há exatamente duas semanas. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã na Benjamin Abrahão, em Higienópolis, que padaria! Tudo bem que café da manhã em padaria é sempre muito bom, mas nessa foi um espetáculo! Aí eu abusei mesmo. Pedi logo um croissant com manteiga e geléia e o insubstituível café com leite. Mesmo porque o dia prometia ser longo, possibilitando queima total de calorias (tá bom, o meu circuito gastronômico em Sampa não me permitiu queimar todas as calorias que eu precisava...).
A Nathália se superou: o croissant dela era de queijo e presunto! Àquela hora, mesmo com o tempo nublado e um frio danado, a padaria estava bombando.Sempre a pé, observando cada detalhe da cidade (sentia-me a própria turista, só faltou o guia), seguimos para o shopping, onde a Raca ia nos buscar. Eu olhava São Paulo com olhos diferentes e não queria deixar de registrar cada momento, cada lugar. Talvez tenha sido a forma que encontrei de guardar aqueles momentos que foram tão especiais. Afinal, eu sabia que teria que voltar à realidade, e minha realidade não é mais lá.
Aí, nós três, numa euforia total, porque não é sempre que se tem um domingo inteiro pra curtir com gente que a gente ama, fomos para a Pinacoteca, linda Pinacoteca! A Ra me apresentou pro Almeida Júnior, artista brasileiro da segunda metade do século XIX, considerado precursor dos modernistas. Aliás, essa pintura dele, "Saudade", foi pra mim a mais expressiva de todas, parecia que ela ia levantar o olhar e sair andando. Amei.

Depois, uma passadinha no café e umas fotos no jardim, que só por ele já teria valido a pena.Só foi atravessar a rua e lá estávamos, no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, onde finalmente eu iria realizar um desejo tão esperado: visitar a exposição da Clarice Lispector. Foi excelente, as meninas também adoraram e saímos de lá com vontade de mais Clarice.
Gastamos metade do dia nesse passeio, e foi surpreendentemente muito barato. Em cada um dos museus pagamos R$ 2,00 a meia entrada, o que não foi nada perto do que nos proporcionou.
Quando terminamos de ver tudo, já se ouviam os estômagos roncando. Beleza. Lugar pra comer é o que realmente não falta em SP. Como o cafezinho da Cultura, no Conjunto Nacional, seria parada obrigatória depois do almoço, optamos pelo Rascal, ali nos Jardins mesmo, perto do Conjunto. Ótima escolha, apesar da fila (em SP, pra tudo tem fila!) que tivemos que enfrentar.

E por falar em Cultura, nossa!!! Fantástica! Pena que estava super lotada e que a gente tinha pressa. Mas ainda assim, deu pra tomar o bendito café com um pedaço de bolo de chocolate. E já era tarde, essas calorias não deu pra queimar...
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