domingo, 30 de setembro de 2007

lui, chef; moi, gourmet

Como é bom ter um chef em casa!

E olha só o resultado: salmão ao molho pesto, acompanhado de talharim ao funghi e espinafre...Melhor que qualquer restaurante. Também, pudera!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

filtro solar


Hoje bateu aquela nostalgia. O desejo íntimo de me nutrir de poesia, de buscar significado nas coisas que sucedem, de encontrar palavras que preencham a ausência assimilada e sirvam como combustível para suportar a rotina.
Fui aos meus cd's procurar algum que me confortasse e me deparei com o "Filtro Solar". A primeira faixa do cd, "Everybody's free (to feel good)", é perfeita como fundo para o texto gravado pelo Pedro Bial, texto bom pra ser ouvido e relido a qualquer hora. Nem preciso dizer que coloquei o cd no carro e por uns 15 minutos a caminho do trabalho consegui me abstrair de todos os pesares... Taí:

Filtro Solar - Pedro Bial
Tim Cox - Nigel Swatson

Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência,
Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos,
E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia,
Quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente.
E como você realmente estava com tudo em cima,
Você não está gordo ou gorda...

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem advir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada,
E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.

Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.

Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você,
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo,
É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele,
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio

Brother and Sister
Together we'll make it trough
Someday a spirit will take you
And guide you there
I know you've be hurting
But I've been waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out
Whenever I can

Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.

Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.


Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
E as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!!
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.


BOM FINDI!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

CFW II


Apesar do calor que fazia dentro da sala 1 do Centro de Convenções, o desfile da Ortiga foi super bom. Gostei muito das roupas, mesmo ciente de que precisaria de uns 10 kilos a menos pra ficar bem em qualquer daqueles vestidos. E malhar muito minhas lindas perninhas porque a coleção está toda curtésima!
A estrela da noite na passarela foi uma atriz global linda linda, cujo nome não sei, mas como me disse a Fê, namora o marido da outra na novela "Paraíso Tropical".
Sandra Senamo é o nome da estilista, que contou com os sapatos da Schutz criados especialmente para sua coleção "Diamantes".
Mas gostei mesmo dos cabelos produzidos por um bã bã bã daqui de Brasília, o Hélio, que fez um penteado retrô nas modelos.
E ainda, no hall de entrada, havia alguns estandes de grifes locais, com decoração bem legal. O que mais me chamou atenção foi o estande da Apoena, muito bem decorado, bom gosto mesmo, onde tocava lounge, que eu nem gosto não (quem já foi lá em casa é que sabe)...
A Fernanda foi ótima companhia. Durante a espera do desfile, pudemos colocar o papo em dia, dar muitas risadas e ainda, de final, me acompanhou num crepe do café que tinha por lá.
Fê, não dá uma de doida não, hein!!!! Sexta tem mais...

CFW



Pois é, ganhei dois convites para o Capital Fashion Week e estou louca pra conferir o que vai rolar hoje, a partir das 18:30h, no Centro de Convenções. Particularmente, a moda de Brasília não me agrada nem um pouco, e isso foi uma das coisas que me chamou à atenção desde que cheguei aqui. Sair pra comprar roupa ou sapato em Brasília é terrível. Só se for nas lojas mais conhecidas mesmo, aquelas que vendem nos shoppings de todo o Brasil, que todo mundo conhece. Mas isso tem uma vantagem: acabo não torrando meu salário com futilidades.
Quanta falácia!!! É, porque nos momentos de TPM, e garanto que a minha é crônica, nada como fazer umas comprinhas. Já que não consigo me enterrar nas roupas, parto para outros gastos, porque é muito bom gastar quando tudo dá errado! Resultado: ataco as comidas, e lá se vai todo meu dinheirinho...Porque comer bem é outro prazer que me diverte.
Voltando à CFW, esta será a 3ª edição do evento. Cisma brasiliense de entrar para o circuito fashion. Não estou muito confiante quanto ao que verei nas passarelas, porque juro que tenho andado muito pelas lojas daqui e o que vejo são vitrines horríveis! Tá, serei crucificada por alguns que lerem este post, mas não tenho culpa se o que vejo é feio. É a minha opinião.
Apesar de tudo, estou curiosa pra assistir aos desfiles e torcendo pra mudar de opinião quanto à moda de Brasília. Eu sei que tem muita gente competente aqui, que trabalha para pôr em evidência o que a cidade tem de melhor. E chega de ser negativa, a verdade é que esta terra é promissora, abriga gente de todos os cantos do país, além dos vários que vêm de fora, e por isso mesmo, por essa miscelânea cultural, pela riqueza de visões e pontos de vista diversos é que a cidade tem tudo pra dar certo, digo, pra deixar de ser cenário de escândalos e falcatruas e tornar-se palco de tendências do mundo da moda e de eventos culturais.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

terapia



Terapia faz um bem danado! É uma maneira de tentar entender um pouco essa vida louca da gente, as situações que se apresentam na nossa frente e o porquê das escolhas que fazemos. É, acima de tudo, auto-conhecimento ou, pelo menos, a busca do entendimento.
Costumo fazer terapia sempre. Mais do que um costume, já virou necessidade. Uma longa conversa com uma amiga, uma caminhada no final de semana, dirigir ouvindo música alta, fazer umas comprinhas, assistir a um bom filme, muitas vezes ficar em casa escrevendo no blog, são todas maneiras que me levam à terapia. Desde o mês passado, acrescentei mais um tipo de terapia à minha vida: as sessões das quintas-feiras. Espero a semana toda pela quinta, ansiosa, louca pra encontrar, no meio de tudo que falamos, a resposta para minhas dúvidas. E há sempre um ponto de vista diferente, às vezes uma única palavra, no meio de tantas, que traz a lucidez total. A sessão é o momento de se desarmar. De se despir de idéias pré concebidas, se aprontar para absorver o novo e digerir, pouco a pouco, as palavras do Kleuton.
Só sei que é bom, muito bom renascer toda semana.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

domingo, 19 de agosto de 2007

Pinacoteca com Clarice

Saudade, 1899, Almeida Jr.

Foi num domingo. Há exatamente duas semanas. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã na Benjamin Abrahão, em Higienópolis, que padaria! Tudo bem que café da manhã em padaria é sempre muito bom, mas nessa foi um espetáculo! Aí eu abusei mesmo. Pedi logo um croissant com manteiga e geléia e o insubstituível café com leite. Mesmo porque o dia prometia ser longo, possibilitando queima total de calorias (tá bom, o meu circuito gastronômico em Sampa não me permitiu queimar todas as calorias que eu precisava...).

A Nathália se superou: o croissant dela era de queijo e presunto! Àquela hora, mesmo com o tempo nublado e um frio danado, a padaria estava bombando.
Sempre a pé, observando cada detalhe da cidade (sentia-me a própria turista, só faltou o guia), seguimos para o shopping, onde a Raca ia nos buscar. Eu olhava São Paulo com olhos diferentes e não queria deixar de registrar cada momento, cada lugar. Talvez tenha sido a forma que encontrei de guardar aqueles momentos que foram tão especiais. Afinal, eu sabia que teria que voltar à realidade, e minha realidade não é mais lá.
Aí, nós três, numa euforia total, porque não é sempre que se tem um domingo inteiro pra curtir com gente que a gente ama, fomos para a Pinacoteca, linda Pinacoteca! A Ra me apresentou pro Almeida Júnior, artista brasileiro da segunda metade do século XIX, considerado precursor dos modernistas. Aliás, essa pintura dele, "Saudade", foi pra mim a mais expressiva de todas, parecia que ela ia levantar o olhar e sair andando. Amei.

Depois, uma passadinha no café e umas fotos no jardim, que só por ele já teria valido a pena.
Só foi atravessar a rua e lá estávamos, no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, onde finalmente eu iria realizar um desejo tão esperado: visitar a exposição da Clarice Lispector. Foi excelente, as meninas também adoraram e saímos de lá com vontade de mais Clarice.
Gastamos metade do dia nesse passeio, e foi surpreendentemente muito barato. Em cada um dos museus pagamos R$ 2,00 a meia entrada, o que não foi nada perto do que nos proporcionou.
Quando terminamos de ver tudo, já se ouviam os estômagos roncando. Beleza. Lugar pra comer é o que realmente não falta em SP. Como o cafezinho da Cultura, no Conjunto Nacional, seria parada obrigatória depois do almoço, optamos pelo Rascal, ali nos Jardins mesmo, perto do Conjunto. Ótima escolha, apesar da fila (em SP, pra tudo tem fila!) que tivemos que enfrentar.

E por falar em Cultura, nossa!!! Fantástica! Pena que estava super lotada e que a gente tinha pressa. Mas ainda assim, deu pra tomar o bendito café com um pedaço de bolo de chocolate. E já era tarde, essas calorias não deu pra queimar...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Allez Allez


Semana passada estava em São Paulo. Foram 7 dias fantásticos que me fizeram esquecer de todos os problemas e do martírio de viver em Brasília - tudo o que eu precisava.
Saí daqui apenas com alguns planos para a semana, alguns nomes de restaurantes e cafés e a certeza de que o domingo seria reservado para Clarice Lispector que estava no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz (a ela, dedicarei um post à parte em breve). As expectativas foram todas superadas. Os programas não poderiam ter sido melhores. E as companhias...fizeram toda a diferença!
Acho que desci no Vergonhas, digo Congonhas, com o pé direito mesmo, porque deu tudo muito certo. Dessa vez foram apenas encontros.

Combinamos que, na quinta-feira, nos encontraríamos de novo para continuar a conversa iniciada na segunda. Queríamos um restaurante que fosse descolado, um lugarzinho convidativo, onde desse pra gente bater-papo e reviver os pelo menos 15 anos de amizade. Juro que essa noite daria um ótimo capítulo de "Sex and the City"!!!
A Júli passou lá em casa, pegamos a Thamy e seguimos pra Vila Madalena. Por sugestão da Júli, dentre as várias outras opções, escolhemos o Allez Allez que já tinha sido bem recomendado, cuja cozinha é comandada pelo Luis Emanuel, um chef revelação da Veja São Paulo. Acertamos em cheio! Os pratos - as três pediram peixe, mas não me recordo exatamente os nomes - estavam divinos, tudo regado a um bom vinho Syrah, escolhido cuidadosamente pela sommelier da mesa. Depois veio a sobremesa. Crème brulée, delicioso! E o vinho de sobremesa. E mais meia garrafa de um Carmenere, se não me engano. E muitas risadas!
Até que, depois de uma passadinha no loo, um encontro inesperado com o chef em pessoa, que deu muito o que falar e transformou o resto da noite.
Depois de nos apresentar pra cada cantinho do Allez Allez, o chef nos levou pra conhecer o Le Petit Trou, em Pinheiros, outro restaurante que ele comanda, que já corre risco de ser cenário do nosso próximo capítulo de Sex and the City em São Paulo. O lugar é charmosérrimo, a decoração impecável! Ficamos no andar de cima, uma sala de estar super aconchegante, ouvindo Serge Gainsbourg, tomando Sidra e curtindo cada minuto que a noite tinha reservado pra gente. Chegaram uns portugueses, depois um pernambucano, e até um sul-africano. E as três se olhavam e entendiam que aquela noite era delas, que apesar do tempo decorrido, quando as pessoas se identificam e há sintonia entre elas, tudo flui. Comprovei, mais uma vez, que amigas são raras e essenciais na vida da gente, e quero preservá-las do meu lado, sempre.Fechamos a noite numa disco underground, lá na Vila mesmo. Já era de madrugada e eu teria que trabalhar no dia seguinte. Mas não podia abrir mão de nada do que a noite estava oferecendo. Porque o encontro humano é tão raro, que quando acontece não pode ser desperdiçado.

"E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará." (Artur da Távola)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bistrô do CCBB Brasília


Paulo Coelho, no livro Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei, diz que todos os dias temos a oportunidade de fazer o dia valer a pena, o que ele chama de instante mágico. É aquele momento em que nos é dada a possibilidade de transformar mera rotina em um dia especial, de transformar um acontecimento sem importância em um momento de alegria.

É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem - e será igual a amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico.
Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.
A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.
Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo:
“O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida.”
Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.
Hoje eu tive um instante mágico. Eu costumo almoçar por aqui mesmo, no trabalho, mas quando vi que haveria um concerto de música russa no CCBB hoje às 13h, resolvi fazer diferente e fui até lá. A princípio, relutei (o-deio comer sozinha), mas nunca perco uma oportunidade de desfrutar de minha própria companhia, de um momento de introspecção. Como saí tarde daqui, não tive tempo de comer nada antes de ir, contando que encontraria um café onde pudesse enganar a fome.
Quando cheguei, as portas já estavam fechadas. Claro, passava das 13:30h, e mesmo insistindo, não me deixaram entrar. Por um momento, senti-me frustrada. Teria perdido a hora do almoço em vão??
Foi quando caminhei pelo hall do CCBB e avistei um bistrô, algumas mesas, ouvi barulho de talheres e também, ao longe, uma música ambiente que compunha o cenário perfeito para quem queria desanuviar um pouco. Então pensei que, ao menos, mataria a fome num lugar inusitado. Mas logo em seguida, percebi que estava frente a frente ao meu instante mágico. À minha direita, uma vista do Lago e da ponte JK, que eu acho particularmente linda, e um jardim belíssimo, atualmente expondo obras do escultor uruguaio Pablo Atchugarry. Do outro lado mais jardins. Pra completar, o céu azul e sem nenhuma nuvem me presenteava com um dia esplendoroso.
Naquele instante, senti uma felicidade tão grande, uma clareza total, que me deu força pra suportar o resto do dia com muita leveza, já esquecida há tempos. Não deixaria que nada, nada me abalasse até o fim do dia, quando retornaria ao 241 do sudoeste, o único lugar em Brasília onde me sinto em casa. E assim foi.
Voltando ao bistrô, chama-se Bistrô Bom Demais. Comandado pelo chef paulista de Jundiaí, Fábio Taveira.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Rumo a São Paulo


Sampa (Caetano Veloso)
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Panaméricas de áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E os novos baianos te podem curtir numa boa


Estou indo pra São Paulo, por uma semana, que alegria! A razão oficial dessa viagem é o trabalho, mas, sinceramente, há motivos intrínsecos muito mais fortes que me levam para lá. Saudades, família, amigas, cultura, tudo isso, além de que o clima aqui já tá ficando pesado...sinto que tá na hora de transcender, e para bem longe! Quero postar, em breve, fatos e fotos dos meus dias em São Paulo, conforme vá cumprindo a programação. Sim, porque a agenda já está lotada!

terça-feira, 31 de julho de 2007

cotidiano...

Monet: Houses of Parliament, London, Sun Breaking Through the Fog

"Hoje é domingo de manhã. Neste domingo de sol e de Júpiter estou sozinha em casa. Dobrei-me de repente em dois e para a frente como em profunda dor de parto - e vi que a menina em mim morria. Nunca esquecerei este domingo sangrento. Para cicatrizar levará tempo. E eis-me aqui dura e silenciosa e heróica. Sem menina dentro de mim. Todas as vidas são vidas heróicas". (C. Lispector, Água Viva)

"Nova era, esta minha, e ela me anuncia para já. Tenho coragem? Por enquanto estou tendo (...) eu que venho da dor de viver. E não a quero mais. Quero a vibração do alegre. Quero a isenção de Mozart. Mas quero também a inconseqüência. Liberdade? é o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e agüento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. E quero o fluxo". C. Lispector, Água Viva)


Sinto-me angustiada com tantas coisas acontecendo e eu sem postar nada há dias. Sinto desejo de exteriorizar meus sentimentos que se mantêm encarcerados por uma força maior, inexplicável. Talvez seja preguiça. Talvez medo.
Escrever é a maneira que encontro para tentar organizar minhas reflexões, as observações de cada dia, os sucessos e insucessos, encontros e desencontros. Mais que isso: é auto-conhecimento, percepção, desespero e alívio.
Desde o último post, coisas boas, outras nem tanto. Ganhamos uma das 7 maravilhas do mundo contemporâneo. Depois, batemos o recorde em medalhas de ouro no Pan - foram 54! Porém, a nossa alegria foi interrompida quando veio o trágico acidente do Airbus A320 da TAM. Paralelamente, o descaso dos nossos políticos com suas frases e gestos inoportunos (o "relaxa e goza" da Martox está rendendo até hoje!), a recolocação de ministros e autoridades nos mais altos cargos do governo, os nomes de sempre, escândalos envolvendo esses mesmos nomes que não acabam jamais. Mas não vou entrar nessa esfera um tanto desanimadora da política brasileira. Quero escrever sobre percepções, idéias, amenidades.
Não há nada mais certo do que a lei da atração. Atraímos aquilo que pensamos. Se são pensamentos bons, coisas boas virão. Já conheceram uma pessoa mesquinha, invejosa, que quando abre a boca é pra falar mal dos outros, alguém mal resolvido, meu pai diria um "pobre de espírito"?? Nem se preocupe se alguma vez essa pessoa te fez chorar. Você é superior, se sobressai em qualquer circunstância. Siga adiante, que a vida tratará de devolver o sofrimento àquele que o provocou. É a lei da atração.

Love and gratitude can part seas, it can move mountains and create miracles. The power of love and gratitude will dissolve all negativity in our lives; no matter what form it has taken. (Rhonda Byrne)

sábado, 7 de julho de 2007

laura e dani, ajudem-me com um título para este post...


I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that place.
Even your emotions had an echo
In so much space

And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much

Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Possibly

And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice

Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control

Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me

My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done

Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Pensamos que somos eternos


Como não se precipitar em sonhos? Como não se exilar da existência? Como não viver a realidade nua e crua? Como não caminhar para o passado? Como não deixar pegadas na areia? Como não deixar saudades? Como não cultivar ilusões? Como não conversar com fantasmas falantes? Como não viver a realidade de todo mundo? Como não se deixar enganar? Como não desconfiar da natureza humana? Como não se revoltar? Como não se encher do vazio? Como não ruir sem rumor?
(Pedro Maciel)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Holambra




Já tinha ouvido falar de Holambra, famosa pelas flores, mas nunca pensei que um dia viesse trabalhar nessa charmosa cidadezinha do interior de São Paulo. Pois é, aqui estou. Fui designada pelo MRE para participar da HORTITEC, feira de horticultura, de 12 a 16 de junho. Taí um dos motivos por que gosto de trabalhar no Ministério: oportunidade de viajar e de conhecer pessoas e culturas diversas. E como é bom conhecer melhor o meu Brasil. Além de visitar lugares onde nunca estive antes, é sempre enriquecedor estar em contato com as pessoas que frequentam as feiras direcionadas aos mais variados ramos de atuação. Em novembro passado, por exemplo, fui a Recife para participar da Fispal, feira do setor alimentício, e foi meu primeiro contato com empresários brasileiros interessados em exportar seus produtos. Fiquei impressionada com a variedade do parque industrial brasileiro. Não tinha noção de como nosso país é altamente industrializado. Naquela época, ainda achava que éramos apenas produtores de soja, café e mais uma meia dúzia de produtos agrícolas. Estava enganada e desinformada!
Bom, mas voltando a Holambra, esta pequena cidade a 140 Km da capital, tem cerca de 10 mil habitantes e, a partir de 1948, recebeu imigrantes holandeses que se estabeleceram nesta região, mas foi só em 1991 que se emancipou politicamente.
Holambra é toda estilo europeu, uma graça, flores pra todos os lados. Eu estou à procura da tulipa, mas enquanto não a vejo, deixo algumas fotos do que tenho visto por aqui...

Em Campos, o menos é mais...

Só o fato de estar em Campos já faz um bem danado. Não é preciso ir ao melhor restaurante nem à melhor balada para que o feriado tenha valido a pena. Basta estar lá. E sentir o friozinho que vem da montanha. E caminhar pelas ruas de Capivari de cachecol e luvas, se necessário. De manhã, à tarde e também à noite. E se conseguir uma mesa, sentar no Villa di Phoenix e tomar um chopp. E deixar a hora passar e também as pessoas, e manter-se atento porque sempre se encontra alguém conhecido.
Esse último feriado foi ótimo! Já faz alguns anos, elegemos o Hotel Sagres como nossa hospedagem em Campos. Super bem localizado e com uma cozinha internacional excelente, o Sagres virou tradição lá em casa. E este ano virou também ponto de encontro dos nossos amigos. Na quinta, a Vivi jantou lá com a gente, na sexta, a Eliana e o Fernando nos acompanharam para o almoço e no sábado, a Dani com a família foram saborear a feijoada deliciosa servida no hotel. Fora os amigos que iam lá para um cafezinho com suspiro no final da tarde, ou um conhaque se a temperatura já estivesse muito baixa. O Sagres é realmente muito aconchegante.
E pra suportar o frio, só com muito bate-papo e uma boa bebida!
às vezes a gente começava à tarde...
...e continuava brindando até a noite!

Como eu adoro café, escolhi o Havana, no Market Plaza, como meu lugarzinho este ano, não pelo capuccino, confesso, que não era lá essas coisas, mas pelo ambiente muito agradável. Com direito à música ao vivo de fundo.
Teve também a Pucci, que foi nossa baladinha de sexta, where everything was for free. As músicas lá são ótimas, até a Vivi se rendeu ao estilo Pucci de curtir a night.
E pra fechar com chave de ouro, não poderíamos sair de lá sem uma noite no Villa, com a banda que eu não sei o nome, cuja vocalista simplesmente arrasa! E o repertório foi demais!!!
Como é bom sentir frio em Campos!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Fim de semana no Rio

Não adianta, apesar dos problemas que assolam a cidade maravilhosa, é sempre muito bom retornar ao Rio de Janeiro e se entregar à sua beleza estonteante, ao seu charme envolvente, ao ritmo da bossa, àquele clima de gente descolada que inspira novas tendências.
Saí daqui na sexta-feira à noite, direto para o Galeão, pois as passagens para o Santos Dumont são muito mais caras. E já ao sair do aeroporto, no caminho que leva da ilha ao Leblon, entre risos e conversas, pensamentos soltos, percebi o quanto o fim de semana seria especial.
Fomos ao Seu Martin, na General San Martin, misto de bar e café, meia-luz, ótimo atendimento, onde tomamos um Dal Pizzol muuiiito bom, e nem sentimos a noite passar. Foram algumas taças de vinho e logo o sol já estava despontando.
E foi nesse clima despretensioso e leve que se desenrolou o resto do findi. Pra mim, rolou também uma dose de nostalgia pelos tempos que vivi por lá. Quase um arrependimento por ter seguido outros caminhos, um sutil desejo de repetir a busca de outrora.
O Rio inspira sonhos, transpira cultura, ostenta exuberância. E para sentir imensa satisfação de estar lá não há de se buscar o supra-sumo. Basta um olhar através da janela do carro e contemplar a beleza que a cidade oferece e, simplesmente, sentir-se parte dela. Basta um passeio pelas vitrines de Ipanema, basta a vista de quem está na Av. Niemeyer, uma volta pelas ruas do Leblon, descobrir uma galeria de arte, uma estação de cinema, uma rua arborizada nas Laranjeiras. E surpreender-se sempre com o que a cidade oferece, onde o urbano e a natureza se misturam formando o cenário perfeito.
Dessa vez, o lugarzinho que escolhi foi o café da Livraria da Travessa, em Ipanema, um ambiente mega agradável pra quem gosta de café com bossa nova. Estivemos lá no sábado e também no domingo, e voltaria quantas vezes fosse possível. André disse que esse foi um típico programa paulista, mas eu discordo. Porque foi no Rio que descobri as livrarias 24h e o quanto é bom saborear um expresso no meio daqueles livros, revistas e daquela gente descolada.

E teve também almoço no Gula Gula, que eu adoro e recomendo sempre, e que fica numa casa tombada dos anos 40. Destaque para a quiche de brie com damasco, ma-ra-vi-lho-sa! E não posso deixar de falar do risoto de pato do Esch Café, foi ótima pedida!
Ah! Fomos também na Cardoso Júnior para que pudesse matar a saudade dos meus queridos Déa e Eliézer. É uma pena estar longe e ter tão pouco tempo para desfrutar das pessoas que tanto gosto.
A trilha sonora ficou por conta do André, que me apresentou para o e-mule e ainda me gravou um cd que não sai do rádio do meu carro. Espero que seu fim de semana tenha sido tão bom quanto foi para mim. Redescobrir o Rio foi o máximo, graças à excelente companhia de alguém super especial. Valeu demais!!!

Stand by me
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we see
No I won´t be afraid
No I won´t be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me
Oh, now, now, stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountain should crumble to the sea
I won´t cry, I won´t cry
No I won´t shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me
Oh, stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me
Whenever you´re in trouble won´t you stand by me
Oh, now, now, stand by me
Oh, stand by me, stand by me, stand by me
Darling, darling stand by me
Stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me

sábado, 12 de maio de 2007

Papa 2


Comentário do meu querido e sarcástico André, que tem como hobby favorito me zoar:

"Não resisti e dei uma outra olhada no seu Blog ... hehhehh
Quase postei um comentário na história do Papa .. ia dizeeeeeer .....
ainda
bem que o Papa não usa gravata!
Hehehhehe"

Tinha que postar, André, até eu caí na gargalhada!

Meu bálsamo, Vinicius...


Acabo de sair da livraria Cultura tendo em mãos uma preciosidade: "Poesia completa e prosa", de Vinicius. Nunca me senti tão feliz e satisfeita depois de ter tomado uma facada. Mas levando em consideração que se trata do Vinicius e da sua obra completa, pagaria até o dobro só pelo prazer de tê-lo comigo todos os dias, podendo invocá-lo a qualquer hora, para que me reconforte e alimente minh'alma.
Fui apresentada ao Vinicius pela minha avó Estelita que, no meio de nossas saudosas conversas, deixava escapar o quanto gostava dele. Entretanto, somente aos 20 e poucos anos de idade é que fui atrás de sua obra e biografia, talvez como uma maneira de entender melhor minha avó e preencher a ausência que ela fazia, a essa altura falecida. Foi então que, assim como ela, me apaixonei. Cheguei a ler sua biografia escrita por João Carlos Pecci, irmão do Toquinho - este é outra paixão tardia, que merece capítulo à parte - e a cada página lida me identificava mais com aquele grande homem, "...o capitão do mato Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil, na linha direta de Xangô...", com a sua maneira intensa e apaixonada de viver. Recomendo demais a poesia de Vinicius.

Vigília
Eu às vezes acordo e olho a noite estrelada
E sofro doidamente.
A lágrima que brilha nos meus olhos
Possui por um segundo a estrela que brilha no céu.
Eu sofro no silêncio
Olhando a noite que dorme iluminada
Pavorosamente acordado à dor e ao silêncio
Pavorosamente acordado!
Tudo em mim sofre.
Ao peito opresso não basta o ar embalsamado da noite
Ao coração esmagado não basta a lágrima triste que desce,
E ao espírito aturdido não basta a consolação do sofrimento.
Há qualquer coisa fora de mim, não sei, no vago
Como que uma presença indefinida
Que eu sinto mas não tenho.
Meu sofrimento é o maior de todos os sentimentos
Porque ele não precisou a visão que flutua
E não a precisará jamais.
A dor estará em mim e eu estarei na dor
Em todas as minhas vigílias...
Eu sofrerei até o último dia
Porque será meu último dia o último dia da minha mocidade.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

A benção do Papa


O Papa Bento XVI, o rabino Henry Sobel e o xeque Armando Hussein

Para mim, que não estive no Pacaembu para a comemoração da presença do Papa em SP, o encontro dos três líderes religiosos foi o momento mais incrível até agora. Foi uma demonstração de que as diferenças ideológicas podem sim ser superadas. Acho que representou mais ainda um desejo implícito de propagar a paz, independentemente da fé que se cultiva. Será que algum dia a tolerância vencerá as divergências entre nações??

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E juro que me senti envergonhada quando, voltando pra casa, ouvia pelo rádio a missa do Papa. Explico: em vez de exclamarem o "amém", como de costume, ou coisas do gênero, os fiéis gritavam e assobiavam como se estivessem num show de rock. Até me peguei rindo sozinha, de vergonha, confesso, porque parecia 40.000 fãs assistindo a um ídolo pop. E com direito a "olas" na arquibancada. E como todo show de peso, não faltaram os cambistas, as camisetas temáticas, os santinhos etc. Ouvi dizer até que tinha um vendendo diploma, por R$ 50,00, que devia atestar qualquer coisa do tipo "vi o papa". Será que o sujeito teve lucro??

Enquanto isso, no Congresso Nacional...

Reajuste salarial aprovado pela Câmara custará R$ 610 mi aos cofres públicos
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A Câmara aprovou na noite de ontem aumento de 28,5% nos salários dos 594 congressistas, do presidente da República, do vice e dos 34 ministros. Apesar de quase todos os partidos terem combinado a medida há semanas, o dia foi marcado por recuos de última hora, discursos tensos e bate-bocas entre governo e oposição.


Que país é esse, onde os nossos ilibados congressistas concedem aumento de seus próprios salários?!!!