Chegaram minhas tão esperadas férias!
Daqui a duas horas estarei voando para Belém do Pará. Como disse um amigo, "Belém?? Então está indo para o exterior!" É, acho que é mais ou menos isso, terra tão distante e desconhecida pra quem nasce pros lados de cá. Estou super feliz de ter a chance de ir para lá.
Postarei algumas fotos e todas minhas impressões daqui uns dias. Aguardem!
Mas deixa eu ir que o táxi já está esperando!
Beijo a todos!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Janeiro
Já se passaram 15 dias do novo ano e eu ainda não postei nada do que havia planejado. Ando meio sem tempo para o blog, apesar de amar isso aqui. Amo despender tempo postando minhas percepções diárias, registrando os momentos mais especiais, selecionando fotos e fatos, tentando exteriorizar as angústias, enfim, o blog virou um filho que demanda atenção...e eu a mãe meio desnaturada!
Mas a verdade é que ando ocupada com a monografia da pós, cujo prazo derradeiro é março. E março taí, e eu não redigi um capítulo sequer! Portanto, acho que essa é uma boa justificativa pra minha falta de assiduidade no blog, mesmo sabendo que mães desnaturadas não se justificam!
Bom, o ano é novo e eu estou cheia de planos. Entrei 2008 com o pé direito, lá em Mangaratiba, pulei as sete ondas, joguei moedinhas no mar, com uma fitinha amarela no braço e a calcinha cor de rosa. Nossa! Se tanta superstição não funcionar, só morrendo pra nascer de novo! Só sei que os 5 dias de RJ foram ótimos, e um sentimento de confiança, de que este ano será ano de boas transformações, tomou conta de mim.
Aí meu recesso de uma semana terminou, eu voltei pra Brasília, e me concentrei nas leituras sobre o "choque de civilizações", tema da mono. Queria adiantar bem esse assunto, pois semana que vem eu tiro férias e aí só voltarei à monografia depois do carná.
Pois é, mais viagem em vista. Só pra adiantar meu destino nestas férias, passarei alguns dias em Belém, Santos, Punta e Montevidéu. Estou animadíssima! Afinal, ano passado foi bem puxado entre trabalho e pós à noite, sem direito a férias, portanto acho que esses dias de folga serão mais do que merecidos!
E passando por um blog amigo, o gmrp.blogspot, encontrei o seguinte texto do Marcelo Rubens Paiva, que tomei emprestado, e que traduz exatamente o que significa Janeiro pra mim. Está sensacional! Aí vai:
O Primeiro
Marcelo Rubens Paiva
Janeiro é o primeiro mês do resto de um ano que certamente será de turbulência e transformação, riso e lágrima, avanço e retrocesso, tempestade e seca, denúncia e pizza, prazer e desamor, mergulho e vôo cego. Será? O ano mal começou, e já faço previsões. Somos viciados nelas. Posso deixar para depois a lista de como o ano será? Pois assim é janeiro, o melhor mês do calendário: esperanças renovadas, promessas estabelecidas e, para a grande parte, férias de verão. Portanto, o depois pensamos depois.
Janeiro é alegre, como um comercial de cerveja. Aliás, todos os comerciais de cerveja retratam o primeiro mês do ano? As mulheres parecem sorrir em janeiro. Como em comerciais de cerveja. Janeiro é conciliador. Fora que em janeiro todos vestem as roupas novas que ganharam no Natal. Em janeiro há abundância de calor e chuva, de suor e nudez. Não há grandes eventos esportivos, transmissões pela TV, estréias teatrais, festivais de cinema ou música, feiras de livro ou arte. Porque em janeiro até o pensamento pede refresco. Não se fecham negócios em janeiro. Nem se começam tratamentos. Nem novela estréia em janeiro. Em janeiro, não há presença do amanhã. Adiamos decisões, pois queremos apenas curtir o mês de janeiro. Janeiro tem gosto de água-de-coco. A trilha sonora de janeiro é a bossa nova. Uma que não fala de tristeza.
Em janeiro não se aprende nada. Fica tudo para depois do Carnaval. Em janeiro, ninguém faz nada. Me confundo. Em janeiro não fazemos nada? Fazemos. O mínimo.
Janeiro já começa com um feriado. Que parece durar 31 dias. É o mês em que todos os dias são sábado. Todos os sábados têm cara de janeiro. O mês lembra um mar sem vento, um céu sem nuvens. Parece meio-dia para os bichos. Recupera-se o que perdeu no anterior, ganha-se fôlego, apagam-se as arestas. Os ressentimentos ficam esquecidos. Em janeiro prometemos de tudo. Parar de fumar, prometem os fumantes. Fazer mais exercícios, prometemos todos. Ficar mais tempo em casa (os estressados). Menos tempo em casa (os sedentários). Prometemos também coisas banais, como aprender sobre vinhos, a cozinhar, a pescar. Janeiro é como uma piscina sem ondas, um livro fechado, um presente ainda embrulhado.
Em janeiro é como o ano deveria ser, ou como a vida poderia ser: com aquela vontade de dessa vez acertar. De dia, uma rede, um olhar perdido, uma sede, uma sombra, no máximo um sorvete. De noite, que calor, gente na rua depois da chuva, vivendo o começo de um novo tempo, aliás, temporada. Ironicamente, quem mais trabalha em janeiro é o povo que prepara o carnaval.
Como é feliz este mês. Eu amo janeiro. Ele é dourado como o sol. Reluz alegria. É o bebê de todos os meses. É a infância de todos os anos. Em janeiro, somos todos crianças engatinhando para os degraus de fevereiro, março, abril... Em janeiro, não temos medo de viver.
> Marcelo Rubens Paiva, 48 anos, é escritor e dramaturgo. Autor de [sic] dezenas de livros, entre eles o clássico Feliz Ano Velho [sic] (1983), ganhou os prêmios Jabuti, Moinho Santista e Shell de teatro."
Fonte: Revista OGlobo
Jornal OGlobo, RJ, edição de domingo, 30 de dezembro de 2007
Mas a verdade é que ando ocupada com a monografia da pós, cujo prazo derradeiro é março. E março taí, e eu não redigi um capítulo sequer! Portanto, acho que essa é uma boa justificativa pra minha falta de assiduidade no blog, mesmo sabendo que mães desnaturadas não se justificam!
Bom, o ano é novo e eu estou cheia de planos. Entrei 2008 com o pé direito, lá em Mangaratiba, pulei as sete ondas, joguei moedinhas no mar, com uma fitinha amarela no braço e a calcinha cor de rosa. Nossa! Se tanta superstição não funcionar, só morrendo pra nascer de novo! Só sei que os 5 dias de RJ foram ótimos, e um sentimento de confiança, de que este ano será ano de boas transformações, tomou conta de mim.
Aí meu recesso de uma semana terminou, eu voltei pra Brasília, e me concentrei nas leituras sobre o "choque de civilizações", tema da mono. Queria adiantar bem esse assunto, pois semana que vem eu tiro férias e aí só voltarei à monografia depois do carná.
Pois é, mais viagem em vista. Só pra adiantar meu destino nestas férias, passarei alguns dias em Belém, Santos, Punta e Montevidéu. Estou animadíssima! Afinal, ano passado foi bem puxado entre trabalho e pós à noite, sem direito a férias, portanto acho que esses dias de folga serão mais do que merecidos!
E passando por um blog amigo, o gmrp.blogspot, encontrei o seguinte texto do Marcelo Rubens Paiva, que tomei emprestado, e que traduz exatamente o que significa Janeiro pra mim. Está sensacional! Aí vai:
O Primeiro
Marcelo Rubens Paiva
Janeiro é o primeiro mês do resto de um ano que certamente será de turbulência e transformação, riso e lágrima, avanço e retrocesso, tempestade e seca, denúncia e pizza, prazer e desamor, mergulho e vôo cego. Será? O ano mal começou, e já faço previsões. Somos viciados nelas. Posso deixar para depois a lista de como o ano será? Pois assim é janeiro, o melhor mês do calendário: esperanças renovadas, promessas estabelecidas e, para a grande parte, férias de verão. Portanto, o depois pensamos depois.
Janeiro é alegre, como um comercial de cerveja. Aliás, todos os comerciais de cerveja retratam o primeiro mês do ano? As mulheres parecem sorrir em janeiro. Como em comerciais de cerveja. Janeiro é conciliador. Fora que em janeiro todos vestem as roupas novas que ganharam no Natal. Em janeiro há abundância de calor e chuva, de suor e nudez. Não há grandes eventos esportivos, transmissões pela TV, estréias teatrais, festivais de cinema ou música, feiras de livro ou arte. Porque em janeiro até o pensamento pede refresco. Não se fecham negócios em janeiro. Nem se começam tratamentos. Nem novela estréia em janeiro. Em janeiro, não há presença do amanhã. Adiamos decisões, pois queremos apenas curtir o mês de janeiro. Janeiro tem gosto de água-de-coco. A trilha sonora de janeiro é a bossa nova. Uma que não fala de tristeza.
Em janeiro não se aprende nada. Fica tudo para depois do Carnaval. Em janeiro, ninguém faz nada. Me confundo. Em janeiro não fazemos nada? Fazemos. O mínimo.
Janeiro já começa com um feriado. Que parece durar 31 dias. É o mês em que todos os dias são sábado. Todos os sábados têm cara de janeiro. O mês lembra um mar sem vento, um céu sem nuvens. Parece meio-dia para os bichos. Recupera-se o que perdeu no anterior, ganha-se fôlego, apagam-se as arestas. Os ressentimentos ficam esquecidos. Em janeiro prometemos de tudo. Parar de fumar, prometem os fumantes. Fazer mais exercícios, prometemos todos. Ficar mais tempo em casa (os estressados). Menos tempo em casa (os sedentários). Prometemos também coisas banais, como aprender sobre vinhos, a cozinhar, a pescar. Janeiro é como uma piscina sem ondas, um livro fechado, um presente ainda embrulhado.
Em janeiro é como o ano deveria ser, ou como a vida poderia ser: com aquela vontade de dessa vez acertar. De dia, uma rede, um olhar perdido, uma sede, uma sombra, no máximo um sorvete. De noite, que calor, gente na rua depois da chuva, vivendo o começo de um novo tempo, aliás, temporada. Ironicamente, quem mais trabalha em janeiro é o povo que prepara o carnaval.
Como é feliz este mês. Eu amo janeiro. Ele é dourado como o sol. Reluz alegria. É o bebê de todos os meses. É a infância de todos os anos. Em janeiro, somos todos crianças engatinhando para os degraus de fevereiro, março, abril... Em janeiro, não temos medo de viver.
> Marcelo Rubens Paiva, 48 anos, é escritor e dramaturgo. Autor de [sic] dezenas de livros, entre eles o clássico Feliz Ano Velho [sic] (1983), ganhou os prêmios Jabuti, Moinho Santista e Shell de teatro."
Fonte: Revista OGlobo
Jornal OGlobo, RJ, edição de domingo, 30 de dezembro de 2007
There are so many special people in the world
Eu diria que "Boa Sorte", a música de Vanessa da Mata e Ben Harper, tem um ritmo bem legal e agradável, não fosse pelo fato de que não pára de tocar nas rádios, nas lojas, nos bares, em todos os lugares e já está me deixando irritada! Dia desses, num shopping com a minha irmã, entramos numa loja e, surpresa: "tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz...". Aí entramos em outra loja e, adivinhem: "there is a disconnection, see through this point of view, there are so many special people in the world...". Ô, perseguição! Será que viver sozinha está me tornando chata ou realmente essa música já deu o que tinha que dar??Depois de um tempinho, semana passada na verdade, na estrada a caminho do aeroporto, descubro que o único CD que tinha no carro da minha irmã era o do Ben Harper. Não acreditei! Tive que me render ao hit, mesmo porque achei o resto do CD fraco e não gostei muito do que ouvi. O jeito foi colocar o "lançamento" no repeat e prestar atenção ao que eles diziam.
E aí, pasmem, fui conquistada pela música somente por causa da frase que dá título a este post. There is a disconnection, it's true, mas acredito demais que há tantas pessoas especiais no mundo! Não é fácil encontrar essas pessoas por aí, mas elas existem, eu sei! Mais difícil ainda é conservá-las em nossas vidas. Porque essas pessoas especiais são tão interessantes que, depois do encontro, depois de deixarem alguma marca, de despertarem nossa admiração, seguem para outros cantos, para ilustrar outra vida.
Mas por que é tão difícil a empatia, a sintonia, o encontro humano? Repito isso porque, pra mim, o encontro humano é tão raro e descomunal que torna o desencontro inexplicável.
Várias pessoas interessantes já passaram pela minha vida. Deixaram marcas e lembranças. Considero-me o acúmulo de todas as marcas que fui adquirindo durante meus anos. Sou também herança genética e resultado daquilo que me foi transmitido, mas esses dois últimos aspectos têm mais força quando se é muito jovem. Atualmente, o que pesa mais são as experiências vividas e o aprendizado obtido no meio do caminho. Quero que minha vida seja de encontros, e de pessoas especiais, e que eu saiba cativá-las, porque se um dia forem embora, elas desejarão voltar.
E aí, pasmem, fui conquistada pela música somente por causa da frase que dá título a este post. There is a disconnection, it's true, mas acredito demais que há tantas pessoas especiais no mundo! Não é fácil encontrar essas pessoas por aí, mas elas existem, eu sei! Mais difícil ainda é conservá-las em nossas vidas. Porque essas pessoas especiais são tão interessantes que, depois do encontro, depois de deixarem alguma marca, de despertarem nossa admiração, seguem para outros cantos, para ilustrar outra vida.
Mas por que é tão difícil a empatia, a sintonia, o encontro humano? Repito isso porque, pra mim, o encontro humano é tão raro e descomunal que torna o desencontro inexplicável.
Várias pessoas interessantes já passaram pela minha vida. Deixaram marcas e lembranças. Considero-me o acúmulo de todas as marcas que fui adquirindo durante meus anos. Sou também herança genética e resultado daquilo que me foi transmitido, mas esses dois últimos aspectos têm mais força quando se é muito jovem. Atualmente, o que pesa mais são as experiências vividas e o aprendizado obtido no meio do caminho. Quero que minha vida seja de encontros, e de pessoas especiais, e que eu saiba cativá-las, porque se um dia forem embora, elas desejarão voltar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Only in Rio
Sim! Ensaio de escola de samba somente no Rio mesmo... e eu que pensava que não teria mais a oportunidade, foi tudo uma surpresa! E como tudo que acontece de improviso é bem melhor, essa noite não tinha como ser diferente. Graças a meu primo Eliézer Francisco, nota 10, mais animado do que todo mundo! Quero ser que nem ele quando crescer...
E, apesar da muvuca (que faz parte do programinha "light"), foi ótimo me encontrar no morro da Mangueira, no meio daquela galera suada, alto astral, samba no pé, e ainda por cima enfrentar uns flanelinhas que chamam todo mundo de "meu querido", passar pelo viaduto do funk e fingir que tá tudo em paz, que eu fico super à vontade no morro, que a violência do Rio é exagero da oposição. Não é, a gente sabe, mas nos ensaios é todo mundo igual, o rico e o pobre, a zona norte e a zona sul, e não há uma briga, e não se ouve um tiro. Somente o ritmo do batuque e o canto uníssono do samba enredo do próximo carnaval. Só no Rio.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
"Não é a morte, mas a vida é que não tem fronteiras"

Pra fechar o ano em dia com os filmes que estão no cinema (sem pretensão alguma de esgotar toda a lista), fui chorar muito ontem com "O Amor nos Tempos do Cólera". Queria ter lido o livro antes. Não deu.
A História é linda, e pra mim triste também, porque fala do amor de um homem que esperou 50 anos pela amada. Nessa vida, onde tudo é efêmero e não há entrega, foi emocionante ver e me sensibilizar com o amor de Florentino por Fermina, mesmo que tenha sido uma ficção que remonta ao início do século XIX.
Outra brasileira participa desse filme: Fernanda Montenegro. Ela está ótima, mesmo falando em inglês.
E falando nisso, minha crítica vai para o inglês como língua original do filme. Se é um filme adaptado do livro de um colombiano, que se passa em Cartagena, por que não fazer um filme falado em espanhol?? Fora que há uma mistura de sotaques, já que o elenco é formado pela protagonista italiana, pelo espanhol Javier Bardem, por uma brasileira e por colombianos. Soou muito estranho.
Nota 10 pra trilha que ganhou a voz da Shakira nas músicas que ela própria compôs! Lindas, por sinal.
Depois me dei conta que os dois últimos filmes que vi têm algo em comum: falam de homens intensos que amam profundamente e lutam pelo coração da amada. Um à moda antiga, manda cartas, toca violino embaixo da janela, ama platonicamente; o outro leva-a para uns dias no México, compra presentes, se desdobra para conquistar a amada, declama algumas estrofes, liga, liga de novo, tudo como deve ser nos nossos dias. O primeiro passa a viver em função do amor, fiel àquela paixão de jovem até os últimos dias de sua vida. O segundo parece que só começa a viver quando ela acaba. Quando a paixão torna-se em cicatriz, entranhada, que não desaparecerá nunca. Amores eternos. Que seja assim.
Coincidentemente, Catalina Sandino Moreno também está no elenco desse filme, dessa vez num papel secundário, sempre linda.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
"Meu coração é de ouro. O que você me daria por ele?"

UM AMOR JOVEM foi ótima pedida na última quarta-feira. Filme dirigido por Ethan Hawke, adaptação de um livro homônimo escrito por ele próprio, surpreendeu pela sensibilidade que trata assuntos sobre busca, paixão, sonhos, juventude.
Adorei Catalina Sandino Moreno, atriz colombiana, interpretando Sarah, uma garota recém chegada a NY em busca do seu destino. Jovem instável, porém apaixonada, cheia de sonhos, personalidade forte, ela traduziu muito bem toda complexidade que seu papel exige. Seu par romântico é William (Mark Webber), um jovem intenso, sua característica mais marcante. Também apaixonado, ele está louco para ser encontrado.
Essa história de amor se passa nos dias de hoje, numa super metrópole e trata de assuntos reais, de dúvidas, de traumas. Não há como não se identificar. E eu sigo acreditando e desejando que "Willians" existam e que saibam compreender as "Saras" de suas vidas. Assistam e entendam.
* Apesar de ter lido algumas críticas negativas sobre as roupas que Sarah usa, eu adorei o figurino autêntico dela! É uma mistura do urbano com tendências e cores latinas. Lindo!
** Não poderia deixar de falar da participação de Sônia Braga, que faz o papel de mãe da Sarah. É sempre bom ver nossos brasileiros se destacando lá fora, mesmo que sua atuação não tenha sido das melhores.
*** Ah! e a trilha...perfeita!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Poema de Natal
(Vinícius de Moraes)
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
o valor de uma boa conversa...
.jpg)
Laris,
Este post é uma homenagem à nossa conversa de ontem. E, por mais voltas que esse mundo dê, espero que a gente arrume sempre um jeito de se encontrar, seja aqui ou em qualquer lugar. Mas quanto a isso estou tranquila, porque bastou aquele encontro no bus stop pra você entrar na minha vida e criar raízes. Mesmo depois de alguns desentendimentos, né, e é aí que a gente vê que a amizade é mais forte. Não some, tá?
Epitáfio
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Maresias

Meu inferno astral deste ano passou despercebido. Eu que estava preocupada com a possibilidade de intensas oscilações psíquicas, afinal não há melhor período para se dar conta de que o tempo não pára e de que a idade é implacável, fui surpreendida por mim mesma. Ao contrário do ano passado, prostrada pela chegada de "tenra" idade, resolvi este ano comemorar meu aniversário de verdade com os amigos, os que estavam próximos, e acabei despendendo os dias que antecederam ao meu dia pensando no melhor local para a bebemoração. Não houve inferno astral. Não houve crise. Sentia-me leve. Despreocupada, e feliz. Atribuo ao Kleuton parte do meu entusiasmo, porque ele tem sido meu grande incentivador nos últimos tempos, quem me alerta sobre a importância do encontro humano, da aceitação e interação com o novo.
Chega de blablablá. Vamos aos fatos.
A comemoração começou um pouco antes, no feriado de 02 de nov. Fiz o que mais amo ultimamente: voei pra casa (entenda-se Santos), e o tumulto do aeroporto, vôo atrasado, desembarque em Guarulhos, tudo isso só não me desanimou porque o findi prometia ser muito bom. Consegui chegar de madrugada. Dormi pouco. Tinha poucas horas pra aproveitar com mamis, Dado e Nino antes de pegar a estrada rumo a Maresias. Era sexta-feira. Almoçamos no Canal 4 Restaurante, que eu recomendo demais, tanto pelo ambiente quanto pela comida. Saímos de lá, peguei a mala, uns CDs e fui em direção à Rio-Santos, como nos velhos tempos, como quem está descobrindo a liberdade, as coisas boas da vida, os encantos do nosso litoral norte.
Bom, como era aniversário da Guta, e ela e a Clô estavam em Juqueí, não foi nenhum sacrifício passar por lá logo na ida, tomar uma caipirinha, comer brigadeiro e curtir essas duas de quem eu tanto gosto.
Mesmo que tenha sido por apenas uma horinha, afinal a Nathália me esperava com a Dani, a Roberta e a Mari para começarmos nosso findi.Segui, então pra Marê, depois de tanto tempo sem ver aquele mar, sem passar no Rochinha, na padaria, no canto do Moreira, ai! quantas lembranças!!! Só não foi perfeito porque o sol resolveu nos abandonar, mas ainda assim nos divertimos muuiiito!
Dessa vez ficamos na Katmandu, pousada muito boa, barata, na rua do Sirena, oferece café-da-manhã e tem estacionamento.
Os nossos "esquentas" eram super animados, graças ao i-pod da Mari (e de muita vodka com suco de uva, lógico!).
Aliás, chego à conclusão de que a Mari é fundamental em qualquer viagem, porque o que seria da gente sem o eclético i-pod dela e os muffins maravilhosos pra volta da balada?!E eu estava animadíssima. Em parte por causa do esquenta, e também da catuaba, mas mais ainda porque as idas ao litoral norte já não são tão freqüentes, o que me fez querer aproveitar cada minuto ao máximo! E no quesito animação, a Robs tirou nota dez também! Grande companheira de balada (e de viagem também)! Até a Nates me surpreendeu, parecia a mais feliz da balada! Ela e a Dani se deram suuuper bem!


Ah! Só pra esclarecer: a balada foi sexta e sábado no Sirena, que já não é mais como era antigamente, mas o Dalla'nese continua arrasando!

Meninas, valeu demais!
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Buemba no Píer, é mole?!
E pela segunda vez fui salva porque a bomba não explodiu! Aliás, estou até agora sem saber se as malas deixadas no Friday's tinham bombas de verdade, ou se o Esquadrão de Bombas, ao abrí-las, se deparou com um par de roupas surradas, um despertador velho e um código a ser decifrado. Explico:
Decidi, de última hora, almoçar com uns amigos do trabalho. Eu ia ficar lá no Ministério mesmo, porque tinha que terminar uma prova da pós, a última!, e não dava mais pra ficar fugindo. Mas aí as meninas me chamaram, e eu, que detesto comer sozinha, nem relutei. Aí, foi só a gente descer pra começar a cair aquela chuva! Foi um primeiro sinal de que não devia sair de onde eu estava. Tudo bem, não ia deixar o temporal estragar nosso programinha, que pra mim significaria também procrastinar.
Chegamos no Píer, mas não pudemos entrar no Friday's, como planejado. Outro sinal! É que estavam expulsando as pessoas de lá, pois havia ameaça de bomba no restaurante. Bomba?? No Píer?? Foi difícil acreditar, sério, mas o carro do Esquadrão de Bombas do BOPE não era de mentira! Fomos, então, pro restaurante do lado, onde parecia tudo muito normal. E de lá não saímos mais, porque depois de um tempão é que resolveram isolar o local e proibir o trânsito dos infelizes que resolveram almoçar lá bem nesse dia.
Sabe, foi PATÉTICO! Primeiro porque trancaram todo mundo no restaurante, em vez de isolarem o local, como se os vidros e as portas fossem blindados. Depois, o homem anti-bomba, com aquela roupa ridícula, removendo as duas malas supostamente explosivas, tomando todo o cuidado possível, e a 10 metros dele vários curiosos prestando a maior atenção, inclusive eu do lado de cá das janelas de vidro, torcendo pra que ele estivesse fazendo algum ato de heroísmo mesmo, mas torcendo também pra bomba explodir quando ele já estivesse bem longe. Cadê a segurança, galera?? E o pior é que todo mundo estava rindo, tirando foto com os celulares, como se tudo aquilo fosse uma simulação do BOPE. E se fosse verdade? E se realmente havia uma bomba naquela mala?
Agora a piada pronta: sabe onde eles foram desarmar a bomba?? No estacionamento! AHAHAHA
Tentei até me sentir em Londres ou em NY, mas foi difícil. O despreparo dos nossos pra lidar com uma situação dessas não permitiu. Ainda bem , né, pelo menos esse problema a gente não tem! Eu acabei entrando na onda e tirei umas fotos também, inclusive das malas que passaram do meu ladinho! Mas o celular não era meu, então fiquei sem fotos. Mas convenhamos, o importante era registrar o momento!
Outra:
Alguém pode responder a minha dúvida, por favor! Que criatura nesse mundo pensa em explodir o Píer (pra quem não conhece é um lugar onde tem Cinemark e muita criança), que não simboliza nada, nehuma religião, nenhum partido, nada! O terrrorista podia, ao menos, escolher um lugar que causasse impacto, por exemplo, o Congresso. E ainda viraria um herói nacional!
*A primeira vez que senti de perto a ameaça de uma bomba foi num metrô em Londres, em 93, na minha primeira ida àquela cidade. O "leave the station" que soava dos alto-falantes ficou gravado na minha memória. Foi uma correria total. Aquela sim, teria sido morte glamurosa!
Decidi, de última hora, almoçar com uns amigos do trabalho. Eu ia ficar lá no Ministério mesmo, porque tinha que terminar uma prova da pós, a última!, e não dava mais pra ficar fugindo. Mas aí as meninas me chamaram, e eu, que detesto comer sozinha, nem relutei. Aí, foi só a gente descer pra começar a cair aquela chuva! Foi um primeiro sinal de que não devia sair de onde eu estava. Tudo bem, não ia deixar o temporal estragar nosso programinha, que pra mim significaria também procrastinar.
Chegamos no Píer, mas não pudemos entrar no Friday's, como planejado. Outro sinal! É que estavam expulsando as pessoas de lá, pois havia ameaça de bomba no restaurante. Bomba?? No Píer?? Foi difícil acreditar, sério, mas o carro do Esquadrão de Bombas do BOPE não era de mentira! Fomos, então, pro restaurante do lado, onde parecia tudo muito normal. E de lá não saímos mais, porque depois de um tempão é que resolveram isolar o local e proibir o trânsito dos infelizes que resolveram almoçar lá bem nesse dia.
Sabe, foi PATÉTICO! Primeiro porque trancaram todo mundo no restaurante, em vez de isolarem o local, como se os vidros e as portas fossem blindados. Depois, o homem anti-bomba, com aquela roupa ridícula, removendo as duas malas supostamente explosivas, tomando todo o cuidado possível, e a 10 metros dele vários curiosos prestando a maior atenção, inclusive eu do lado de cá das janelas de vidro, torcendo pra que ele estivesse fazendo algum ato de heroísmo mesmo, mas torcendo também pra bomba explodir quando ele já estivesse bem longe. Cadê a segurança, galera?? E o pior é que todo mundo estava rindo, tirando foto com os celulares, como se tudo aquilo fosse uma simulação do BOPE. E se fosse verdade? E se realmente havia uma bomba naquela mala?
Agora a piada pronta: sabe onde eles foram desarmar a bomba?? No estacionamento! AHAHAHA
Tentei até me sentir em Londres ou em NY, mas foi difícil. O despreparo dos nossos pra lidar com uma situação dessas não permitiu. Ainda bem , né, pelo menos esse problema a gente não tem! Eu acabei entrando na onda e tirei umas fotos também, inclusive das malas que passaram do meu ladinho! Mas o celular não era meu, então fiquei sem fotos. Mas convenhamos, o importante era registrar o momento!
Outra:
Alguém pode responder a minha dúvida, por favor! Que criatura nesse mundo pensa em explodir o Píer (pra quem não conhece é um lugar onde tem Cinemark e muita criança), que não simboliza nada, nehuma religião, nenhum partido, nada! O terrrorista podia, ao menos, escolher um lugar que causasse impacto, por exemplo, o Congresso. E ainda viraria um herói nacional!
*A primeira vez que senti de perto a ameaça de uma bomba foi num metrô em Londres, em 93, na minha primeira ida àquela cidade. O "leave the station" que soava dos alto-falantes ficou gravado na minha memória. Foi uma correria total. Aquela sim, teria sido morte glamurosa!
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Tropa de Elite
Fui assistir ao Tropa de Elite ontem, finalmente, e só então pude entender por que o Cap. Nascimento virou herói no Brasil. Porque ele representa a luta pela ética dentro de um sistema degradado e corrupto. Ele representa a revolta do brasileiro diante de instituições falidas, de muita bandidagem e de representantes sacanas, corrompidos. Um dos melhores filmes dos últimos tempos. Um choque de realidade, sem clichês. A narração do Wagner Moura, o Cap. Nascimento, está fantástica. O filme era, inicialmente, um documentário, ou seja, baseado em fatos reais, o que me causou profunda desesperança com relação à PM em geral. Ao mesmo tempo, senti orgulho do BOPE, incorruptível. Sentimentos contraditórios, como o nosso país.
E, "passeando" pela internet, no blog www.resistindo.com.br, um post fantástico e inteligente sobre o Cap. Nascimento, com o título "Se o Capitão Nascimento fosse político":
Não existiria mais votação no Conselho de Ética. Ele simplesmente bateria na cara do deputado e gritaria: "Pede pra sair!"
O Palocci antes de renunciar teria ouvido que "o lugar dele é com puta, o lugar dele é com cafetão!"
Se um parlamentar fosse renunciar pra escapar da cassação ele teria antes que subir na tribuna e dizer alto "eu desisto!" pra todo mundo saber que ele é um fraco. E todos os colegas gritariam pra ele: "Seu merdaaaa!"
O Cap. Nascimento virou herói porque ele diz o que todo mundo tem vontade de dizer...
E, "passeando" pela internet, no blog www.resistindo.com.br, um post fantástico e inteligente sobre o Cap. Nascimento, com o título "Se o Capitão Nascimento fosse político":
Não existiria mais votação no Conselho de Ética. Ele simplesmente bateria na cara do deputado e gritaria: "Pede pra sair!"
O Palocci antes de renunciar teria ouvido que "o lugar dele é com puta, o lugar dele é com cafetão!"
Se um parlamentar fosse renunciar pra escapar da cassação ele teria antes que subir na tribuna e dizer alto "eu desisto!" pra todo mundo saber que ele é um fraco. E todos os colegas gritariam pra ele: "Seu merdaaaa!"
O Cap. Nascimento virou herói porque ele diz o que todo mundo tem vontade de dizer...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Un cumpleaños más
“Guapa es la historia de quien no se da por vencido en el maravilloso viaje de encontrarse a uno mismo, es la historia de quien hace del tiempo un aliado sigiloso que, cada mañana y frente al espejo del alma, le hará sentirse cada vez un poco más guapa”
(La Oreja de Van Gogh)
(La Oreja de Van Gogh)
domingo, 7 de outubro de 2007
Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!
Edson Marques.
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!
Edson Marques.
domingo, 30 de setembro de 2007
lui, chef; moi, gourmet
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
filtro solar

Hoje bateu aquela nostalgia. O desejo íntimo de me nutrir de poesia, de buscar significado nas coisas que sucedem, de encontrar palavras que preencham a ausência assimilada e sirvam como combustível para suportar a rotina.
Fui aos meus cd's procurar algum que me confortasse e me deparei com o "Filtro Solar". A primeira faixa do cd, "Everybody's free (to feel good)", é perfeita como fundo para o texto gravado pelo Pedro Bial, texto bom pra ser ouvido e relido a qualquer hora. Nem preciso dizer que coloquei o cd no carro e por uns 15 minutos a caminho do trabalho consegui me abstrair de todos os pesares... Taí:
Filtro Solar - Pedro Bial
Tim Cox - Nigel Swatson
Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência,
Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos,
E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia,
Quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente.
E como você realmente estava com tudo em cima,
Você não está gordo ou gorda...
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem advir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada,
E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você,
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo,
É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele,
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio
Brother and Sister
Together we'll make it trough
Someday a spirit will take you
And guide you there
I know you've be hurting
But I've been waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out
Whenever I can
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
E as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!!
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
BOM FINDI!
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
CFW II

Apesar do calor que fazia dentro da sala 1 do Centro de Convenções, o desfile da Ortiga foi super bom. Gostei muito das roupas, mesmo ciente de que precisaria de uns 10 kilos a menos pra ficar bem em qualquer daqueles vestidos. E malhar muito minhas lindas perninhas porque a coleção está toda curtésima!
A estrela da noite na passarela foi uma atriz global linda linda, cujo nome não sei, mas como me disse a Fê, namora o marido da outra na novela "Paraíso Tropical".
Sandra Senamo é o nome da estilista, que contou com os sapatos da Schutz criados especialmente para sua coleção "Diamantes".
Mas gostei mesmo dos cabelos produzidos por um bã bã bã daqui de Brasília, o Hélio, que fez um penteado retrô nas modelos.
E ainda, no hall de entrada, havia alguns estandes de grifes locais, com decoração bem legal. O que mais me chamou atenção foi o estande da Apoena, muito bem decorado, bom gosto mesmo, onde tocava lounge, que eu nem gosto não (quem já foi lá em casa é que sabe)...
A Fernanda foi ótima companhia. Durante a espera do desfile, pudemos colocar o papo em dia, dar muitas risadas e ainda, de final, me acompanhou num crepe do café que tinha por lá.
Fê, não dá uma de doida não, hein!!!! Sexta tem mais...
CFW


Pois é, ganhei dois convites para o Capital Fashion Week e estou louca pra conferir o que vai rolar hoje, a partir das 18:30h, no Centro de Convenções. Particularmente, a moda de Brasília não me agrada nem um pouco, e isso foi uma das coisas que me chamou à atenção desde que cheguei aqui. Sair pra comprar roupa ou sapato em Brasília é terrível. Só se for nas lojas mais conhecidas mesmo, aquelas que vendem nos shoppings de todo o Brasil, que todo mundo conhece. Mas isso tem uma vantagem: acabo não torrando meu salário com futilidades.
Quanta falácia!!! É, porque nos momentos de TPM, e garanto que a minha é crônica, nada como fazer umas comprinhas. Já que não consigo me enterrar nas roupas, parto para outros gastos, porque é muito bom gastar quando tudo dá errado! Resultado: ataco as comidas, e lá se vai todo meu dinheirinho...Porque comer bem é outro prazer que me diverte.
Voltando à CFW, esta será a 3ª edição do evento. Cisma brasiliense de entrar para o circuito fashion. Não estou muito confiante quanto ao que verei nas passarelas, porque juro que tenho andado muito pelas lojas daqui e o que vejo são vitrines horríveis! Tá, serei crucificada por alguns que lerem este post, mas não tenho culpa se o que vejo é feio. É a minha opinião.
Apesar de tudo, estou curiosa pra assistir aos desfiles e torcendo pra mudar de opinião quanto à moda de Brasília. Eu sei que tem muita gente competente aqui, que trabalha para pôr em evidência o que a cidade tem de melhor. E chega de ser negativa, a verdade é que esta terra é promissora, abriga gente de todos os cantos do país, além dos vários que vêm de fora, e por isso mesmo, por essa miscelânea cultural, pela riqueza de visões e pontos de vista diversos é que a cidade tem tudo pra dar certo, digo, pra deixar de ser cenário de escândalos e falcatruas e tornar-se palco de tendências do mundo da moda e de eventos culturais.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
terapia

Terapia faz um bem danado! É uma maneira de tentar entender um pouco essa vida louca da gente, as situações que se apresentam na nossa frente e o porquê das escolhas que fazemos. É, acima de tudo, auto-conhecimento ou, pelo menos, a busca do entendimento.
Costumo fazer terapia sempre. Mais do que um costume, já virou necessidade. Uma longa conversa com uma amiga, uma caminhada no final de semana, dirigir ouvindo música alta, fazer umas comprinhas, assistir a um bom filme, muitas vezes ficar em casa escrevendo no blog, são todas maneiras que me levam à terapia. Desde o mês passado, acrescentei mais um tipo de terapia à minha vida: as sessões das quintas-feiras. Espero a semana toda pela quinta, ansiosa, louca pra encontrar, no meio de tudo que falamos, a resposta para minhas dúvidas. E há sempre um ponto de vista diferente, às vezes uma única palavra, no meio de tantas, que traz a lucidez total. A sessão é o momento de se desarmar. De se despir de idéias pré concebidas, se aprontar para absorver o novo e digerir, pouco a pouco, as palavras do Kleuton.
Só sei que é bom, muito bom renascer toda semana.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)



