
Domingo é dia de parque. Hyde Park. Holland Park. Parque da cidade. Floresta da Tijuca. Ibirapuera
Domingo é dia de café da manhã caprichado, croissant, café-com-leite e pão de queijo. É dia de jogar conversa fora, perder-se no tempo. Sair sem hora para voltar, caminhar, nadar, jogar bola.
Almoçar fora. Se puder, dar uma volta na orla. Ohar o mar. Viajar. Levar o cachorro pra passear (ai que saudade do meu Nino!).
Depois, encontrar os amigos, pegar um cineminha. Rir, conversar, rir mais um pouco, talvez chorar.
E, ao final do dia, ouvir uma música e relaxar. Hora de pensar na semana que começa e esperar que no próximo domingo tudo se repita.
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Hoje fez dia lindo, como quase sempre nas bandas de cá. Resolvi, então, que meu dia valeria a pena. Pulei da cama, tomei my breakfast at tiffany's e me dirigi ao parque da cidade para uma caminhada. Queria, na verdade, lembrar os bons tempos de London, quando costumava passear pelo Hyde Park e Kensington Gardens nos dias de folga. E como era mágico! Apesar do frio (depois de certa hora era impossível suportar o vento congelante), os passeios pelos parques londrinos eram fascinantes! A paisagem exuberante, a arquitetura típica, todo aquele cenário de uma Europa ainda conservadora e ao mesmo tempo cosmopolita, tudo aquilo me fazia pensar que ali era o meu lugar, a minha hora. Não vou negar que as lágrimas escorriam com freqüência, mas a beleza do Velho Mundo e a concretização de um sonho compensavam qualquer sofrimento.
E hoje, andando pelo parque da cidade, por um instante pude transcender toda a distância que me afasta daqueles ares. Naturalmente, o inconsciente revelou-se: até quando me sentirei deslocada?
A propósito, a foto acima foi tirada no Hyde Park, num dia de domingo.
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