Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece....
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Para viver um grande amor
Ando carente de poesia. Essa vida agitada da gente faz com que o tempo se dissipe com as obrigações cotidianas, rapidamente, não permitindo espaço para o essencial, o humano. Não gosto dessa coisa de dizer "não tenho tempo", "estou sem tempo". O tempo é a gente que controla, sou dona do meu tempo. Sempre há tempo, quando se trata de prioridade. Hoje, quero dedicar mais tempo às coisas da alma.
E nessas horas, nada melhor que Vinícius, grandioso e brilhante Vinícius:
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica, e gostosa, farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.
E nessas horas, nada melhor que Vinícius, grandioso e brilhante Vinícius:
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica, e gostosa, farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Born to be sexy!
Mais uma vez o Rio encanta, espanta, entusiasma, enfurece.
Mais uma vez as paisagens se confundem, a realidade atordoa, o que é belo dura pouco, apenas até o próximo susto.
Mais uma vez o Rio de Janeiro e Laranjeiras, seduzindo duas almas livres, sempre itinerantes, até certo ponto incansáveis.
E que sorte tivemos! Fez um final de semana de sol delicioso. E ainda era tempo de Tim Festival, na Marina da Glória: SEN-SA-CIO-NAL! Foi muita sorte pra um único final de semana. Meia-entrada, todos os shows de graça, muita gente bonita e música pra ninguém botar defeito!
**Recado pra Raquel: tudo bem que a gente não precisa de pretexto pra voar, né Raca, mas que o evento da Marinha foi perfeito, ninguém duvida! Adorei nosso findi!
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Irma Vap

Depois de 20 anos da primeira versão, a peça "O Mistério de Irma Vap" volta com novos atores, os EXCELENTES Marcelo Médici e Cassio Scapin, no Teatro Shopping Frei Caneca, com direção de Marília Pera.
Foi tudo de última hora, quando a Raquel me ligou dizendo que tinha dois convites. Apesar de estar com a cabeça em outro lugar (na prova de 5 horas que faria no Domingo), nem pensei duas vezes, afinal já tinha perdido de assistir à atuação de Marco Nanini e Ney Latorraca há dez anos, o que não aconteceria de novo. Então fomos.
Sem nenhum exagero, essa foi a melhor peça da minha vida! Os dois atores interpretam 8 personagens - uma loucura e realmente inacreditável como eles conseguem trocar de roupa tão rápido! Como disse Scapin em entrevista a Folha, "é um texto de puro entretenimento, uma diversão, uma fábula não localizada numa região, num grupo social. É uma historinha de terror-humor confortável".
AMEI tanto que estou pensando em voltar lá, dessa vez pagando. Eles merecem!
Fica aí a dica: O MISTÉRIO DE IRMA VAP
Quando: qui. e sex., às 21h30; sáb., às 21h; e dom., às 19h.
Onde: Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, tel. 0/xx/11/3472-2229).
Quanto: de R$ 60 a R$ 70.
Até 7/12.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Diamonds on the inside


Chácara do jockey, ontem. Ben Harper e Dave Mathews Band, na seqüência. Ainda, Vanessa da Mata com "Boa Sorte", fechando o show do californiano. Apesar do friozasso, uma vibe praiana pairava na pista, remetendo a tantas outras noites memoráveis de pé na areia. E logo no início a noite se transformou. Antes, uma desavença, que se dissipou na leveza de um encontro e na fluidez dos acontecimentos. Ai se a vida da gente fosse sempre assim, feita de encontros, surpresas, boa música, uma bebida pra relaxar e alguém com quem dividir tudo isso...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Primavera com Quintana
Mudamos de estação.
Transformações são sempre bem-vindas!
Saudemos a primavera!
POEMINHA SENTIMENTAL
O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mario Quintana
Transformações são sempre bem-vindas!
Saudemos a primavera!
POEMINHA SENTIMENTAL
O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mario Quintana
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Antoine de Saint-Exupéry
Recebi um email lindo de uma amiga e, no meio da mensagem, essa frase foi a que mais me sensibilizou:
"Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante".
Não é a pura verdade??
"Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante".
Não é a pura verdade??
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Bossa na Oca

Ontem, fui à exposição comemorativa dos 50 anos de Bossa no Ibirapuera. Amei!
Para os apaixonados pela Bossa, a exposição é um deleite. Uma réplica do calçadão de Copacabana, logo na entrada, os documentários e depoimentos de vários artistas que deram vida à Bossa, os jukeboxes com os clássicos, o encontro virtual entre os grandes nomes como Vinícius, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e outros, enfim, a imensa projeção do mar no teto para ser contemplada enquanto se ouve as "canções do amor demais", foi tudo uma delícia!
Recomendo. Em exibição até 7 de setembro. Na Oca do Ibirapuera.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Resíduo
Time for poetry...
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
Carlos Drummond de Andrade
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Ando meio desligada...
Muita coisa boa acontecendo ao mesmo tempo e sem delongas, o que causa certa estranheza quando se está acostumada a lidar com a paciência. E é sempre assim: longa sucessão de meses tediosos intercalados por algum fato memorável, ciclo que se repete desde sempre. Isso ocorre na proporção 6x1, ou seja, uma grande feita por semestre.
Iminência de vida nova, pensamentos distantes, trabalho em ritmo lento. Incapacidade total de concentração. 3 livros começados sem perspectiva nenhuma de concluí-los nos próximos meses. As revistas que assino estão lá, intactas, juntando poeira. A única leitura que ainda me prende é a dos blogs. Dos outros.
E ando descobrindo coisas super interessantes. Esse blog, por exemplo, é um verdadeiro bazar virtual. A idéia é vender roupas, sapatos e acessórios que já não cabem mais no armário, mas que ainda estejam em bom estado. Ou então aquelas peças que foram compradas num momento de compulsão, mas que não caíram tão bem. Já são vários os blogues com essa finalidade, blogues-brechós, uns com preços bem camaradas, outros nem tanto. Tem de tudo. Esse aqui tem a mesma proposta, com um precinho um pouco mais salgado. Além disso, tem links para vários outros blogues que seguem a mesma tendência.
Achei a idéia o máximo! A única desvantagem é não poder provar as roupas e ter que confiar nas descrições das peças e no próprio instinto. Fora isso, é uma ótima oportunidade para reciclar o guarda-roupa gastando pouco. A-do-rei!
Iminência de vida nova, pensamentos distantes, trabalho em ritmo lento. Incapacidade total de concentração. 3 livros começados sem perspectiva nenhuma de concluí-los nos próximos meses. As revistas que assino estão lá, intactas, juntando poeira. A única leitura que ainda me prende é a dos blogs. Dos outros.
E ando descobrindo coisas super interessantes. Esse blog, por exemplo, é um verdadeiro bazar virtual. A idéia é vender roupas, sapatos e acessórios que já não cabem mais no armário, mas que ainda estejam em bom estado. Ou então aquelas peças que foram compradas num momento de compulsão, mas que não caíram tão bem. Já são vários os blogues com essa finalidade, blogues-brechós, uns com preços bem camaradas, outros nem tanto. Tem de tudo. Esse aqui tem a mesma proposta, com um precinho um pouco mais salgado. Além disso, tem links para vários outros blogues que seguem a mesma tendência.
Achei a idéia o máximo! A única desvantagem é não poder provar as roupas e ter que confiar nas descrições das peças e no próprio instinto. Fora isso, é uma ótima oportunidade para reciclar o guarda-roupa gastando pouco. A-do-rei!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Há Sempre Uma Perda Em Cada Encontro
Cada encontro está carregado de perda. Ou de perdas. À vezes duas pessoas que se amam (casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são felizes. Ao fim da felicidade, um deles chora. Ou fica triste. Ou baixa os olhos. Ou é invadido por uma inexplicável melancolia. É a perda que está escondia no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é tão raro, que quando surge, vem carregado de todas as experiências de desencontros que a pessoa já teve. E que a espécie já sofreu.
(...) Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade. É a experiência de tantos desencontros o que marca os raros encontros que a vida permite. A própria vida é uma espécie de ante-sala do grande Encontro (com o Todo? o Nada?). Por isso talvez seja uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência do Ser.
Mas por isso ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda. A perda é mais adivinhada do que sentida. E no ato de sentir-se feliz, intensamente feliz, associa-se a idéia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações, da exceção que aquilo significa.
E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará. É a consciência de não ter na hora de ter.
Tristeza feliz é a que surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros. Encontros verdadeiros são os que se dão de "self" (si mesmo) para "self" e não de inteligência para inteligência, de concordância para concordância, de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras. Prescindem, até, do clássico "precisamos conversar". Eles realizam em cada pessoa a parte delas que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências muito antigas e a certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza fluidez da felicidade vivida, do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada. Quem se alegra demais se distancia da felicidade. Felicidade está mais próxima da paz que da alegria; do silêncio que da festa; do encontro que do debate.
(...) FELICIDADE está perto da tristeza, porque a certeza da perda sempre se instala a cada vez que estamos felizes.
Cada encontro está carregado de perda. (...) É esta certeza-da-perda o que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que a gente não sabe porque às vezes se instala após os verdadeiros encontros.
Há sempre uma despedia em cada alegria. Há sempre um "e depois" após cada felicidade. Há sempre uma saudade na hora de cada encontro. Antecipada.
Artur da Távola
O encontro humano é tão raro, que quando surge, vem carregado de todas as experiências de desencontros que a pessoa já teve. E que a espécie já sofreu.
(...) Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade. É a experiência de tantos desencontros o que marca os raros encontros que a vida permite. A própria vida é uma espécie de ante-sala do grande Encontro (com o Todo? o Nada?). Por isso talvez seja uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência do Ser.
Mas por isso ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda. A perda é mais adivinhada do que sentida. E no ato de sentir-se feliz, intensamente feliz, associa-se a idéia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações, da exceção que aquilo significa.
E uma tristeza muito particular se instala: a tristeza feliz. A tristeza feliz não é a que deriva das grandes dores, frustrações ou amarguras. É a que se associa ao momento bom, como perda inerente a cada encontro, como sentimento de certeza de que tudo aquilo passará. É a consciência de não ter na hora de ter.
Tristeza feliz é a que surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros. Encontros verdadeiros são os que se dão de "self" (si mesmo) para "self" e não de inteligência para inteligência, de concordância para concordância, de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras. Prescindem, até, do clássico "precisamos conversar". Eles realizam em cada pessoa a parte delas que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências muito antigas e a certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza fluidez da felicidade vivida, do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada. Quem se alegra demais se distancia da felicidade. Felicidade está mais próxima da paz que da alegria; do silêncio que da festa; do encontro que do debate.
(...) FELICIDADE está perto da tristeza, porque a certeza da perda sempre se instala a cada vez que estamos felizes.
Cada encontro está carregado de perda. (...) É esta certeza-da-perda o que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que a gente não sabe porque às vezes se instala após os verdadeiros encontros.
Há sempre uma despedia em cada alegria. Há sempre um "e depois" após cada felicidade. Há sempre uma saudade na hora de cada encontro. Antecipada.
Artur da Távola
Atravessar a rua é fácil...
... dependendo de quem está do outro lado.
É mais ou menos assim a última frase do filme "Um beijo roubado". Frase curta e de efeito. Se parar pra pensar, é isso mesmo.
Mudanças causam ansiedade, insegurança, medo. É sempre difícil enfrentá-las. Mas quando se sabe que do outro lado tem alguém torcendo pra tudo dar certo e dando total apoio para que se siga adiante, aí sim, encarar o medo do incerto, do novo, fica mais fácil.
Mais uma fase que se acaba. Mais uma partida. Mais um recomeço. Fatos que ficarão na memória. Amigos que deixarão saudades. Promessas de reencontros. É bom acreditar no reencontro. Apesar de todos os pesares, sentirei saudades, eu sei...
É mais ou menos assim a última frase do filme "Um beijo roubado". Frase curta e de efeito. Se parar pra pensar, é isso mesmo.
Mudanças causam ansiedade, insegurança, medo. É sempre difícil enfrentá-las. Mas quando se sabe que do outro lado tem alguém torcendo pra tudo dar certo e dando total apoio para que se siga adiante, aí sim, encarar o medo do incerto, do novo, fica mais fácil.
Mais uma fase que se acaba. Mais uma partida. Mais um recomeço. Fatos que ficarão na memória. Amigos que deixarão saudades. Promessas de reencontros. É bom acreditar no reencontro. Apesar de todos os pesares, sentirei saudades, eu sei...
sábado, 26 de abril de 2008
message from Prof. Huntington
De 16 de abril de 2008:
Dear Ms. Dias,
Thank you for your note. I am delighted that you found the Clash of Civilizations interesting and that you have been able to use it in your own work.
In my view, cultural differences are still of paramount importance in world politics and, I suspect, they will continue to be of great importance for many years to come.
I wish you every success in your work.
Sincerely yours,
Samuel P. Huntington
**************
Só para esclarecer, Huntington é Professor em Harvard e uma sumidade quando o assunto envolve Relações Internacionais. Minha monografia da Especialização foi baseada no "Choque de Civilizações", talvez sua obra que tenha causado mais polêmica. Durante a dissertação do meu trabalho, enviei-lhe um email demonstrando minha admiração por sua brilhante tese e aproveitei para lhe perguntar se, na sua opinião, o "choque" seria determinante na política internacional contemporânea. A resposta está acima. Por essa eu não esperava!
Metida, eu?? É, um pouco, e é assim que tenho conquistado meus sonhos. Acabei tendo nota máxima no trabalho.
Dear Ms. Dias,
Thank you for your note. I am delighted that you found the Clash of Civilizations interesting and that you have been able to use it in your own work.
In my view, cultural differences are still of paramount importance in world politics and, I suspect, they will continue to be of great importance for many years to come.
I wish you every success in your work.
Sincerely yours,
Samuel P. Huntington
**************
Só para esclarecer, Huntington é Professor em Harvard e uma sumidade quando o assunto envolve Relações Internacionais. Minha monografia da Especialização foi baseada no "Choque de Civilizações", talvez sua obra que tenha causado mais polêmica. Durante a dissertação do meu trabalho, enviei-lhe um email demonstrando minha admiração por sua brilhante tese e aproveitei para lhe perguntar se, na sua opinião, o "choque" seria determinante na política internacional contemporânea. A resposta está acima. Por essa eu não esperava!
Metida, eu?? É, um pouco, e é assim que tenho conquistado meus sonhos. Acabei tendo nota máxima no trabalho.
segunda-feira, 3 de março de 2008
becoming insane
Infected Mushroom é o que toca no meu MP3. Porque o que eu quero, hoje, é destilar!
No me acuerdo lo que paso
No me di cuenta ni que me pico
Todo da vueltas como un carrusel
Locura recurre todita mi piel
Wake me up before I change again
Remind me the story that I won´t get insane
Tell me why it´s always the same
Explain me the reason why I´m so much in pain
Before I change again...
Remind me the story that I won't get insane
Before I change again...
Remind me the story that I won't get insane
Insane, Insane, Insane, Insane,Insane, I'm Becoming
Insane!!!
No me acuerdo lo que paso
No me di cuenta ni que me pico
Todo da vueltas como un carrusel
Locura recurre todita mi piel
Wake me up before I change again
Remind me the story that I won´t get insane
Tell me why it´s always the same
Explain me the reason why I´m so much in pain
Before I change again...
Remind me the story that I won't get insane
Before I change again...
Remind me the story that I won't get insane
Insane, Insane, Insane, Insane,Insane, I'm Becoming
Insane!!!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
expectativas frustradas
Vésperas das férias. Ansiedade. Dúvidas. Mensagem não lida na caixa de entrada. Mensagem indesejada. Frustração. O mundo desaba. Pensamentos se manifestam e da caneta se desatam algumas palavras. Era 23 de janeiro:
"A mente humana é realmente incrível. Capaz de nos levar ao céu ou ao inferno. O pensamento conforta. Também aflige. Alivia. E desespera. A mente é lugar de fantasias. Mas também de pesadelos. A mente cura. Porém, também pode devastar. Costumo transcender e sonhar, muito. É uma maneira de viver um mundo paralelo, onde quem escreve o enredo sou eu. Minhas estórias geralmente refletem metas, expectativas. Mas, às vezes, a realidade é cruel, e como uma bala perdida no peito, destrói meu mundinho em segundos, sem me dar chance de mudar o rumo da (minha) história. Não há prévia consulta. Foi assim ontem. E o destino, mais uma vez, provando-se implacável. Resta agora recorrer ao poder da mente e me curar. E virar essa página da vida."
"A mente humana é realmente incrível. Capaz de nos levar ao céu ou ao inferno. O pensamento conforta. Também aflige. Alivia. E desespera. A mente é lugar de fantasias. Mas também de pesadelos. A mente cura. Porém, também pode devastar. Costumo transcender e sonhar, muito. É uma maneira de viver um mundo paralelo, onde quem escreve o enredo sou eu. Minhas estórias geralmente refletem metas, expectativas. Mas, às vezes, a realidade é cruel, e como uma bala perdida no peito, destrói meu mundinho em segundos, sem me dar chance de mudar o rumo da (minha) história. Não há prévia consulta. Foi assim ontem. E o destino, mais uma vez, provando-se implacável. Resta agora recorrer ao poder da mente e me curar. E virar essa página da vida."
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Sky Wonder II
** Trilha sonora by Chiclete
Um céu sem estrelas, uma praia sem mar
Amor sem carinho, romance sem par
Carnaval sem festa, um jardim sem flor
É assim que eu me sinto longe do seu amor
Como enganar um coração tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida sem teu jeito sedutor
Não dá mais pra segurar
Tô viciado em você
Não dá... Não dá... Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Já estou ficando louco
Não dá... Não dá... Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Sou 100% você!
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Estrada sem rumo, saudade sem dor
TV sem novela, arco-íris sem cor
Chiclete sem Nana, verão sem calor
É assim que eu me sinto longe do seu amor
Como enganar um coração tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida sem teu jeito sedutor
Não dá mais pra segurar
Tô viciado em você
Não dá...Não dá...Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Já estou ficando louco
Não dá...Não dá...Pra ficar...Pra ficar sem te ver
Sou 100% você!
Um céu sem estrelas, uma praia sem mar
Amor sem carinho, romance sem par
Carnaval sem festa, um jardim sem flor
É assim que eu me sinto longe do seu amor
Como enganar um coração tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida sem teu jeito sedutor
Não dá mais pra segurar
Tô viciado em você
Não dá... Não dá... Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Já estou ficando louco
Não dá... Não dá... Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Sou 100% você!
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Estrada sem rumo, saudade sem dor
TV sem novela, arco-íris sem cor
Chiclete sem Nana, verão sem calor
É assim que eu me sinto longe do seu amor
Como enganar um coração tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida sem teu jeito sedutor
Não dá mais pra segurar
Tô viciado em você
Não dá...Não dá...Pra ficar... Pra ficar sem te ver
Já estou ficando louco
Não dá...Não dá...Pra ficar...Pra ficar sem te ver
Sou 100% você!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Carná e o Sky Wonder
Viagem de navio sempre é bom. Não, bom é pouco. Viajar de navio pela costa brasileira é um espetáculo! E se o roteiro incluir Montevidéu e Punta del Este, melhor ainda!
Conforme íamos nos aproximando do Concais, em Santos, o Sky Wonder emergia imponente do meio dos terminais, revelando a altivez própria de um transatlântico. Ele era o único navio de passageiros atracado naquele dia, afinal já era domingo de carnaval e a maioria dos navios tinha partido na véspera. Embarcamos sem tumulto e a primeira coisa a fazer foi o reconhecimento da nau. Gostei logo de cara. O SW não é um navio muito grande, o que o torna mais aconchegante. Tem capacidade para 1500 passageiros mais 550 tripulantes. Achei a cabine bem ampla, mesmo sendo interna. E o melhor desse cruzeiro: "all inclusive", ou seja, bebidas todas incluídas, desde whisky, vinho, sake, até espresso e capuccino.
Dois dias inteiros de navegação e a primeira parada: Montevidéu. Cidade charmosa, de arquitetura européia, me lembrou muito Buenos Aires. Fizemos um tour pelos principais pontos turísticos, entre cidade velha e cidade nova. A praia que margeia a cidade é de rio, o Rio da Prata. A cidade é toda arborizada, cheia de parques e praças. E olha só esse edifício, não lembra alguma coisa??
É a torre das telecomunicações de Montevidéu, do arquiteto uruguaio Carlos Ott, o mesmo que projetou o Banco Nacional de Dubai, dá uma olhada na semelhança:
Passamos também pela Catedral de Montevidéu, Teatro Solis, os bairros residenciais de Malvin e Punta Gorda, entre outros:
O almoço, lá pelas 3 da tarde, foi no Mercado do Porto, num típico restaurante uruguaio.
Próximo destino: Itajaí. Foi um dia inteiro de navegação até alcançarmos esse porto em Santa Catarina. O tempo nos presentou mais uma vez com um sol maravilhoso e nem pensamos duas vezes. Eu, Nathália e a prima Laís seguimos direto pra praia. Sensacional Praia Brava! A gente se jogou na praia em frente ao Kiwi Bar, perto do Warung Beach Club, baladas em alta quando o assunto é música eletrônica e gente bonita. Aliás, lá é o lugar perfeito pra ver e ser visto, pra curtir um som maneiro enquanto contempla aquele mar lindo. Amei o clima daquele lugar e sabe de uma coisa? Santa Catarina será minha parada em breve, muito em breve...
E então comecei a ficar mais triste, já saudosa da alegria do carnaval, da leveza das férias, da vidinha a bordo, do prazer de conhecer um lugar novo, da emoção de alcançar uma meta. Mas como ainda restava uma noite, apesar de ter passado muito mal por causa do balanço das águas do sul, fui terminar o cruzeiro na Starlight Disco ao som do DJ Johnny Marcello.
E pra terminar agora de verdade, deixo a imagem do pôr do sol em alto mar, indescritível, perfeito...e mais abaixo, a trilha desse carnaval...
**
Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?
Quero mais verão
Quero mais tesão
Quero mais fevereiro
Quero mais amor dentro do coração
Quero mais dinheiro
Quero praia e sol
Quero namorar
Quero mais alegria
Quero Rio de Janeiro nos tempos de paz
Quero as meninas de Minas Gerais
Eu quero a Bahia
Eu sou da Bahia!
Porque eu sou brasileiro
Eu sou do litoral
Eu sou do mundo inteiro, inteiro!
Eu sou do carnaval!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Belém do Pará
Acabo de chegar de um outro Brasil. O norte do Brasil. Passei 4 dias em Belém, tempo suficiente para descobrir sua beleza escondida no meio de tanto abandono. Como disse um amigo belenense, "Belém é como uma menina favelada, muito bonita, mas com a beleza encoberta pela sujeira, pela falta de cuidado, pelos trapos". Foi exatamente o que vi.
A razão principal da viagem era prestigiar meu primo Eliézer Francisco que assumiria o comando do Exército local. E assim foi. A cerimônia foi emocionante. Estávamos todas orgulhosas!
Mas outros motivos também me levaram àquela cidade, tão rica e tão carente, com sua história, infelizmente, esvaindo-se pelo descaso.
Esse aí é o Ver-o-peso, mercado onde se vende de tudo. Parecia aquelas feiras de antigamente. Um passeio por lá era uma volta ao passado.


Ali perto, a Estação das Docas, área portuária revitalizada. Onde íamos todas as tardes para um delicioso sorvetinho!

Seguindo pela orla, chegávamos ao Complexo Feliz Lusitânia, essa parte também restaurada, onde se encontram o Museu do Círio, o Forte do Presépio, a Casa das 11 Janelas e o Museu de Arte Sacra, esse aí embaixo, que vale uma visita!

Ah! Eu já ia me esquecendo que ali do lado do ver-o-peso tem o Solar da Beira, ou museu dos índios, com exposição de fotos lindíssimas de índios locais.
Fomos também ao Teatro da Paz, inaugurado em 1878. MA-RA-VI-LHO-SO! Não é tão famoso quanto o teatro de Manaus, mas é imperdível.

Imperdível também foi a passadinha na loja de tecidos Paris N'América, "um dos melhores vestígios da belle epoque na Amazônia". Arquitetura do séc. XIX, dá uma olhada na escadaria que leva ao 2º piso:
Ainda demos uma passadinha em São José Liberto, lugar onde funcionam o Museu de Gemas, o pólo joalheiro e a casa do artesão. Antigamente, era um presídio:
E o último passeio turístico foi o Mangal das Garças, um parque à beira do Rio Guamá que possui um viveiro de borboletas e outro de pássaros, além da natureza exuberante. Todos adoraram!
E pra finalizar, um agradecimento especial pra Verinha pelas aulas de Botânica e de História!
... o flagra sensacional do Barba, um presentinho pra Déa, outro pra Clô ...


... e os primos lindos e queridos que estão fazendo a maior falta!!! Um beijo e um abraço forte em cada um!
A razão principal da viagem era prestigiar meu primo Eliézer Francisco que assumiria o comando do Exército local. E assim foi. A cerimônia foi emocionante. Estávamos todas orgulhosas!
Mas outros motivos também me levaram àquela cidade, tão rica e tão carente, com sua história, infelizmente, esvaindo-se pelo descaso.
Esse aí é o Ver-o-peso, mercado onde se vende de tudo. Parecia aquelas feiras de antigamente. Um passeio por lá era uma volta ao passado.
Ali perto, a Estação das Docas, área portuária revitalizada. Onde íamos todas as tardes para um delicioso sorvetinho!
Seguindo pela orla, chegávamos ao Complexo Feliz Lusitânia, essa parte também restaurada, onde se encontram o Museu do Círio, o Forte do Presépio, a Casa das 11 Janelas e o Museu de Arte Sacra, esse aí embaixo, que vale uma visita!
Ah! Eu já ia me esquecendo que ali do lado do ver-o-peso tem o Solar da Beira, ou museu dos índios, com exposição de fotos lindíssimas de índios locais.
Fomos também ao Teatro da Paz, inaugurado em 1878. MA-RA-VI-LHO-SO! Não é tão famoso quanto o teatro de Manaus, mas é imperdível.
Imperdível também foi a passadinha na loja de tecidos Paris N'América, "um dos melhores vestígios da belle epoque na Amazônia". Arquitetura do séc. XIX, dá uma olhada na escadaria que leva ao 2º piso:
Ainda demos uma passadinha em São José Liberto, lugar onde funcionam o Museu de Gemas, o pólo joalheiro e a casa do artesão. Antigamente, era um presídio:
E o último passeio turístico foi o Mangal das Garças, um parque à beira do Rio Guamá que possui um viveiro de borboletas e outro de pássaros, além da natureza exuberante. Todos adoraram!
E pra finalizar, um agradecimento especial pra Verinha pelas aulas de Botânica e de História!
... o flagra sensacional do Barba, um presentinho pra Déa, outro pra Clô ...
... e os primos lindos e queridos que estão fazendo a maior falta!!! Um beijo e um abraço forte em cada um!
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