segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Despertar de Sidarta

Ser sincero com você mesmo é uma das maiores virtudes que se pode alcançar. Quando se atinge essa condição, os obstáculos perdem intensidade, as dificuldades se abrandam, a vida se torna mais suave. Primeiro, ser sincero consigo. Em seguida, com os outros, com a vida. E, aos poucos, a paz vai se impregnando, e a felicidade emerge.

Pensamento de Sidarta, em 'Sidarta', de Hermann Hesse:

"O fato de eu não saber nada a meu próprio respeito, o fato de Sidarta ter permanecido para mim um ser estranho, desconhecido, tem sua explicação numa única causa: tive medo de mim; fugi de mim mesmo! (...) enquanto fazia isso, perdi-me a mim mesmo!
(...) daqui em diante não admitirei nunca mais que Sidarta me escape! Cessarei de matar-me e de fraturar-me, com o intuito de achar um mistério atrás dos destroços. Não me deixarei orientar por doutrina alguma. Aprenderei por mim mesmo; serei meu próprio aluno; procurarei conhecer-me a mim e desvendar aquele segredo que é Sidarta!"

(...) Olhou o mundo a seu redor, como se o enxergasse pela primeira vez. Belo, era o mundo! E no centro de tudo isso achava-se ele, Sidarta, a caminho de si próprio. O sentido e a essência não se encontravam em algum lugar atrás das coisas, senão em seu interior, no íntimo de todas elas.

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