"All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm"


A Tannat é a uva típica do Uruguai, tal como a Malbec é a uva típica da Argentina, a Carmenere, do Chile, a Pinotage da África do Sul, a Syrah (ou Shiraz) da Austrália/Nova Zelândia e a Zinfandel dos EUA. Não que estes países não trabalhem bem outras uvas, mas conseguiram firmar-se nesses nichos específicos, associando-se à imagem inclusive romântica (porque algo aventureira) das mencionadas uvas. A carmenere, por exemplo tem uma história bem interessante: após a praga "philoxera vastatrix" devastar os vinhedos do velho mundo no século 19, apenas
pequenos (e pouco conhecidos) cultivos de Carmenere no Chile sobreviveram - protegidos da Philoxera pela Cordilheira, de um lado, e o Pacífico do outro; com o passar do tempo, tais plantios confundiram-se com os de Cabernet Sauvignon e pensou-se que a Carmenere estivesse extinta. Só bem recentemente (anos 90) foram descobertos (por meio de testes enológicos complexos) e tiveram mudas transplantadas para a França, seu berço original. Gosto muito da Carmenere também, o retrogosto de pimentão vermelho é muito agradável. Na verdade, minhas prediletas hoje são a Syrah e a Carmenere.
Se puderes, tente tomar por aí um Tannat da vinícola "Bodega Bouza", é muito bom. Eles têm o varietal Tannat e também um corte muito bom de tannat com tempranillo e merlot, o resultado é fantástico (esse último é chamado de "Mon-te-vi-deo").

